A valorização do milho, observada no início deste mês em algumas regiões de São Paulo, passou a se estender para outras praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, refletindo um momento de oferta mais restrita no mercado interno. Segundo levantamentos do centro de pesquisas, o avanço das cotações está diretamente ligado à retração de produtores, que, concentrados nos trabalhos de campo, reduzem a disponibilidade do cereal no mercado spot nacional.
Do lado da demanda, compradores relatam maior dificuldade nas negociações. Além da menor disponibilidade do grão, esses agentes têm evitado adquirir novos lotes diante dos valores mais elevados pedidos por vendedores, o que tem limitado o volume de negócios em algumas regiões produtoras.
Pesquisadores do Cepea destacam que, mesmo com esse movimento de curto prazo sustentando os preços, novas estimativas apontam para uma safra elevada tanto no Brasil quanto no cenário mundial, além de perspectiva de aumento dos estoques nacionais. No contexto global, porém, a previsão é de estoques mais ajustados, que devem atingir os menores níveis desde a temporada 2014/15, fator que mantém o mercado internacional atento ao equilíbrio entre produção e consumo.
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