Ferrovia estadual de Mato Grosso avança com terminal em Dom Aquino

Novo terminal entra em operação e reforça a logística regional com alta capacidade de movimentação.

A entrega do primeiro terminal operacional da ferrovia estadual de Mato Grosso, em Dom Aquino, representa um marco para a infraestrutura logística do estado e abre caminho para uma nova etapa de desenvolvimento econômico regional. Com capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas por ano, a estrutura promete reduzir custos de transporte, ampliar a competitividade do agronegócio e atrair novos investimentos para diversos setores produtivos.

A inauguração ocorre em um momento em que Mato Grosso busca fortalecer sua posição como principal produtor agrícola do país, investindo em alternativas logísticas capazes de reduzir a dependência do transporte rodoviário.

Ferrovia começa a transformar a logística estadual

Durante visita técnica realizada antes da inauguração oficial, o deputado estadual Wilson Santos destacou a importância da nova estrutura para o crescimento econômico do estado.

O terminal está conectado a um trecho ferroviário de 162 quilômetros, considerado o primeiro segmento operacional da Ferrovia Estadual de Mato Grosso. A expectativa é que a nova alternativa logística contribua para aliviar gargalos históricos enfrentados pelos produtores rurais e pelas empresas que dependem do transporte de cargas.

Com a entrada em operação, parte da produção agrícola poderá ser transportada por ferrovia, reduzindo a pressão sobre as rodovias e aumentando a eficiência do escoamento.

Capacidade para milhões de toneladas por ano

Os números do empreendimento demonstram a dimensão do projeto:

  • Capacidade de movimentação de até 10 milhões de toneladas anuais;
  • Armazenagem entre 40 mil e 50 mil toneladas de grãos;
  • Recebimento estimado de cerca de 35 caminhões por hora;
  • Geração de mais de 200 empregos diretos na operação do terminal.

A estrutura foi planejada para atender principalmente a produção agrícola da região sudeste de Mato Grosso, uma das mais importantes do estado.

Municípios da região devem ser beneficiados

Entre as cidades que devem sentir os impactos positivos da nova ferrovia estão:

  • Dom Aquino;
  • Primavera do Leste;
  • Campo Verde;
  • Poxoréu;
  • Municípios vizinhos ligados à cadeia do agronegócio.

A expectativa é que a melhoria da infraestrutura logística estimule novos investimentos em armazenagem, agroindustrialização, comércio e prestação de serviços.

Além do setor agrícola, a ferrovia pode impulsionar atividades ligadas à indústria, distribuição de insumos e transporte de cargas em geral.

Obra mobilizou milhares de trabalhadores

A construção da primeira etapa da ferrovia exigiu um grande esforço operacional.

Ao longo de três anos de obras, mais de cinco mil trabalhadores participaram diretamente da execução dos serviços.

Os desafios incluíram:

  • Períodos de chuvas intensas;
  • Características geológicas da região;
  • Movimentação de grandes volumes de solo;
  • Implantação de estruturas ferroviárias e operacionais.

Segundo informações apresentadas durante a visita técnica, cerca de dois mil equipamentos foram utilizados ao longo da construção.

Cuiabá também avança nos projetos ferroviários

Outro tema abordado durante a agenda foi o futuro ramal ferroviário destinado a Cuiabá.

O projeto já possui pedido de licenciamento ambiental para os primeiros 45 quilômetros do trecho, enquanto estudos complementares continuam sendo desenvolvidos para definir o traçado definitivo.

A ligação da capital à malha ferroviária é considerada estratégica para ampliar a integração logística e fortalecer a competitividade econômica da região metropolitana.

Projeto prevê 740 quilômetros de extensão

A ferrovia estadual integra um dos maiores projetos de infraestrutura em andamento no estado.

Quando concluída, a malha deverá possuir aproximadamente 740 quilômetros de extensão, conectando importantes polos produtivos entre:

  • Rondonópolis;
  • Cuiabá;
  • Campo Verde;
  • Nova Mutum;
  • Lucas do Rio Verde;
  • Outros municípios estratégicos.

O sistema também permitirá integração com a malha ferroviária nacional e conexão até o Porto de Santos, principal corredor de exportação do agronegócio brasileiro.

Redução de custos e ganho de competitividade

Especialistas apontam que a ampliação da infraestrutura ferroviária pode gerar impactos significativos na economia mato-grossense.

Entre os principais benefícios esperados estão:

  • Redução dos custos logísticos;
  • Menor dependência do transporte rodoviário;
  • Ganho de competitividade para produtores e indústrias;
  • Atração de novos investimentos;
  • Geração de empregos e renda.

A entrada em operação do terminal de Dom Aquino representa, portanto, mais do que a inauguração de uma estrutura logística. Trata-se de um passo importante na consolidação de um novo modelo de transporte de cargas em Mato Grosso, capaz de sustentar o crescimento econômico do estado nas próximas décadas.

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