Um homem de 57 anos foi preso em flagrante em Juiz de Fora, na terça-feira (16), suspeito de agredir um cachorro da raça pitbull com golpes de madeira no Bairro Santa Cruz. Segundo informações registradas pelas autoridades, o animal foi encontrado gravemente ferido e precisou ser encaminhado para atendimento veterinário. O suspeito afirmou que agiu para se defender de um suposto ataque do cão e proteger um burro que estava atrelado à sua carroça.
Denúncia mobilizou polícia
De acordo com o registro da ocorrência, policiais militares foram acionados após uma denúncia envolvendo maus-tratos a um animal na Rua Otonoel Leão dos Santos. No local, os agentes encontraram o pitbull amarrado a uma cerca, de cabeça para baixo, aparentando estar sem sinais de reação.
Durante a abordagem, o homem relatou que descarregava sua carroça quando teria sido surpreendido pelo cachorro, que, segundo ele, apresentava comportamento agressivo. O suspeito declarou ainda que o cão teria atacado o burro, causando ferimentos na barriga, no rosto e nas patas do animal.
Versão apresentada pelo suspeito
Conforme consta no boletim de ocorrência, o homem informou ter utilizado um pedaço de madeira que estava na carroça para conter o pitbull. Ele afirmou ter desferido dois golpes contra o animal e, posteriormente, o amarrou para evitar novos ataques.
O suspeito também declarou aos policiais que não conhecia o tutor do cachorro e que sua intenção era impedir que outras pessoas ou animais fossem feridos.
Animal foi socorrido
Após a intervenção policial, o pitbull foi encaminhado para uma clínica veterinária. A avaliação inicial apontou diversas lesões e um quadro considerado delicado pelos profissionais responsáveis pelo atendimento.
Até o momento do registro da ocorrência, o tutor do cachorro não havia sido localizado pelas autoridades.
Caso segue para a Justiça
A Polícia Civil informou que o caso foi apresentado à Delegacia de Plantão, onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante. Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado ao sistema prisional e o processo foi remetido ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.
Casos envolvendo suspeitas de maus-tratos a animais são investigados com base na legislação brasileira, que prevê punições para condutas que resultem em sofrimento, ferimentos ou danos à integridade dos animais.
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