Alinhamento pode ser observado novamente com Lua e planetas visíveis a olho nu

O encontro visual entre a Lua crescente e os planetas Vênus, Júpiter e Mercúrio volta a ser observado nesta quinta-feira (18). O fenômeno depende de céu limpo e horizonte livre de obstáculos.

O alinhamento entre a Lua crescente e os planetas Vênus, Júpiter e Mercúrio poderá ser visto novamente nesta quinta-feira (18) em diversas regiões do Brasil. A observação pode ser feita sem o uso de telescópios ou binóculos, desde que as condições do céu sejam favoráveis e o horizonte esteja desobstruído.

Embora os planetas continuem visíveis nos próximos dias, a posição da Lua muda a cada noite, alterando a configuração observada no céu. O destaque do fenômeno está na proximidade aparente entre os astros, especialmente entre a Lua e Vênus.

Segundo a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, alinhamentos planetários ocorrem com relativa frequência. No entanto, o evento registrado nesta semana chamou atenção pela forma como os corpos celestes se apresentaram visualmente.

A combinação de planetas aparentemente muito próximos entre si e da fina Lua crescente próxima de Vênus tornou a observação mais rara e atrativa para o público.

A especialista destaca que Vênus é o planeta mais brilhante visível no céu, seguido por Júpiter. De acordo com ela, Vênus continuará sendo observado após o pôr do sol até novembro.

O fenômeno ocorre porque os planetas visíveis a olho nu — Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno — possuem órbitas localizadas em planos muito próximos ao da órbita terrestre ao redor do Sol. A órbita da Lua também apresenta pequena inclinação em relação a esse plano.

Por essa razão, os planetas e a Lua percorrem praticamente o mesmo trajeto aparente no céu, conhecido como eclíptica, região onde também estão localizadas as constelações do zodíaco.

De acordo com Josina Nascimento, a aproximação aparente entre dois ou mais planetas ocorre, em média, a cada 13 ou 15 meses. Já a Lua passa regularmente próxima dos planetas ao longo de seu movimento mensal.

A astrônoma recomenda acompanhar o céu com frequência para observar o deslocamento da Lua e sua passagem pelas constelações e pelos planetas visíveis.

Observatório Nacional fará transmissão especial

Para quem não conseguiu acompanhar o fenômeno ou deseja conferir registros feitos por observadores experientes, o Observatório Nacional realizará uma transmissão especial no próximo sábado (20).

A atividade integra o projeto O céu em sua casa: observação remota, que completa seis anos em junho. Durante o evento, serão exibidas imagens registradas por colaboradores e participantes de diferentes regiões do país.

Além desse fenômeno, o Observatório também divulga regularmente informações sobre eventos astronômicos como eclipses e chuvas de meteoros.

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