O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou nesta sexta-feira (19), em Roma, a destinação de US$ 5,8 bilhões para a Aliança Global contra a fome e a pobreza, iniciativa apoiada pelo governo brasileiro.
Segundo a instituição, a aliança tem como objetivo acelerar o combate à fome e à pobreza por meio da cooperação entre países e organizações internacionais, com foco em políticas públicas de grande escala e baseadas em evidências.
De acordo com o banco, a iniciativa reúne mais de 215 membros, incluindo países, instituições financeiras, organizações internacionais e entidades filantrópicas e não governamentais.
Os recursos anunciados se somam a valores já destinados anteriormente pelo BID a programas sociais em diferentes países. O total acumulado em 2024 e neste ano chega a cerca de US$ 10 bilhões, o que representa aproximadamente 40% da meta de US$ 25 bilhões prevista até 2030.
O banco informou que os recursos poderão ser aplicados em empréstimos e cooperação técnica com doações, mas a distribuição entre países e modalidades de financiamento ainda será detalhada.
Condições de financiamento
Os empréstimos do BID ao setor público são calculados com base na taxa SOFR, acrescida de custos de captação e de uma margem aplicada pelo banco.
Desde 2022, o BID é presidido pelo economista brasileiro Ilan Goldfajn. A instituição é composta por 48 países, sendo 26 mutuários na América Latina e Caribe, além de outros 22 membros que participam como financiadores, mas não recebem empréstimos.
A Aliança Global contra a fome e a pobreza é copresidida pela secretária de Estado para Cooperação Internacional da Espanha, Eva Granados, e pelo ministro brasileiro Wellington Dias.
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