Taques acusa Banco Master de operar fraude bilionária e lavar dinheiro em Mato Grosso

Em depoimento explosivo no Senado, ex-governador revela esquema que compromete até 60% do salário de servidores de MT e aponta desvio de R$ 308 milhões para empresas ligadas à família do atual governador.

O clima político em Mato Grosso pegou fogo nesta quarta-feira (25). Durante depoimento à CPI do Crime Organizado, o ex-governador Pedro Taques disparou acusações gravíssimas contra o Banco Master e a gestão de Mauro Mendes. Segundo Taques, o banco coordena uma rede de “instituições satélites” que enganam servidores públicos com juros abusivos de até 5% ao mês, operando um esquema de corrupção que alcançaria 23 estados e 160 prefeituras.

A “Disneylândia” da Lavagem de Dinheiro

A acusação mais pesada envolve a transferência de R$ 308 milhões provenientes de devoluções de impostos (caso Oi). Taques afirma que o dinheiro foi repassado através de fundos geridos pelo Banco Master (Royal Capital e Lotte Word) até chegar a empresas beneficiárias ligadas ao filho, à esposa e a aliados próximos de Mauro Mendes.

“Os fundos de investimento são atualmente uma Disneylândia para lavagem de dinheiro”, disparou Taques, criticando a falha de fiscalização da CVM.

45 Mil Servidores na Mira do Consignado

Taques, que investiga o caso como advogado de sindicatos, revelou números assustadores sobre o crédito consignado em Mato Grosso:

  • Vítimas: Cerca de 45 mil servidores estaduais possuem contratos com empresas ligadas ao Master.

  • Juros Abusivos: Taxas de 4% a 5%, com servidores comprometendo 60% da renda.

  • Modus Operandi: Uso de instituições com nomes como “Clickbank” e “BK Bank” para simular seriedade e dificultar o acesso a informações.

Reação na CPI: Embate Político

A bancada de Mato Grosso no Senado reagiu imediatamente. Os senadores Wellington Fagundes (PL) e Margareth Buzetti (PP) questionaram a profundidade das investigações de Taques e sugeriram que as denúncias podem ter motivação política, dado que Taques e Mendes são rivais diretos e pré-candidatos ao Senado. “O senhor tem alguma mágoa por ter perdido a eleição para ele?”, provocou Buzetti.

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