Pivetta anuncia subsídio ao diesel e congelamento do Fethab com impacto de R$ 500 milhões em Mato Grosso

O governador Otaviano Pivetta anunciou um pacote econômico com forte impacto para produtores, transportadores e consumidores em Mato Grosso: subsídio ao óleo diesel e congelamento do Fethab até o fim de 2026.

Segundo o chefe do Executivo, as medidas representam uma renúncia fiscal próxima de R$ 500 milhões, valor que o Estado deixará de arrecadar para tentar conter pressões sobre combustíveis, alimentos e custos do agronegócio.

O projeto foi entregue ao presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, e deve ser votado em regime de urgência.

Subsídio ao diesel busca frear alta dos combustíveis

O governo estadual aderiu ao programa nacional de subvenção criado para amenizar a escalada do diesel em meio às tensões no Oriente Médio.

Pela proposta, haverá subsídio de R$ 1,20 por litro para importadores do combustível, com reflexos esperados na cadeia logística.

Segundo Pivetta, o objetivo é reduzir impactos sobre:

  • Frete rodoviário
  • Preço dos alimentos
  • Custos do transporte em geral
  • Formação das lavouras

“Mato Grosso abre mão de receitas para diminuir o preço do óleo diesel”, afirmou o governador.

Congelamento do Fethab atende pressão do setor produtivo

Além do diesel, o pacote prevê o congelamento do Fethab, contribuição estadual ligada ao agronegócio e frequentemente discutida pelo setor rural.

A medida vinha sendo cobrada por produtores diante do aumento de custos, pressão internacional e impactos econômicos associados ao cenário geopolítico.

O congelamento já havia sido prometido por Pivetta em reunião com o setor em abril.

O que muda com o pacote

Medida Objetivo
Subsídio ao diesel Reduzir impacto da alta do combustível
Congelamento do Fethab Aliviar custos do agronegócio
Renúncia fiscal de R$ 500 milhões Sustentar medidas até o fim do ano

Governo admite cortes em investimentos

Ao anunciar o pacote, Pivetta reconheceu que a compensação virá por meio de redução em investimentos considerados adiáveis.

Segundo ele, áreas prioritárias serão preservadas:

  • Saúde
  • Educação
  • Segurança pública

Já outros projetos podem ser postergados.

“Nós vamos diminuir alguns quilômetros de pavimentação e investimentos que podem ser deixados para o ano que vem”, disse.

A declaração sinaliza que infraestrutura pode ser um dos setores mais afetados pelo ajuste.

Assembleia promete votação rápida

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, afirmou que o texto deve entrar rapidamente na pauta.

A expectativa é votação já nesta terça-feira (29), em regime de urgência.

A tramitação acelerada reflete o peso político e econômico do tema, sobretudo diante da pressão do setor produtivo.

Medidas podem impactar bolso do consumidor

Embora o foco imediato seja transporte e produção agrícola, o pacote também mira reflexos indiretos sobre inflação.

O raciocínio do governo é que diesel mais barato pode aliviar custos em cadeias que dependem de logística rodoviária — especialmente em Mato Grosso.

Isso inclui:

  • Transporte de grãos
  • Distribuição de alimentos
  • Frete interestadual
  • Custos operacionais no campo

Em um estado altamente dependente do modal rodoviário, o diesel tem efeito estratégico sobre a economia.

Meio bilhão em renúncia fiscal coloca pacote entre maiores do ano

O valor citado por Pivetta — cerca de R$ 500 milhões em impostos que o Estado deixará de arrecadar — coloca o anúncio entre os maiores movimentos fiscais do ano em Mato Grosso.

A medida também marca uma mudança de posição do governo, já que anteriormente o Palácio Paiaguás demonstrava resistência ao programa federal de subsídio.

Agora, com Pivetta no comando após a saída de Mauro Mendes, a adesão foi formalizada.

Pacote une diesel, agronegócio e ajuste fiscal

O anúncio combina três frentes sensíveis:

  • combate à alta dos combustíveis;
  • socorro ao setor produtivo;
  • readequação fiscal do Estado.

Se aprovado como previsto, o pacote passa a ter efeitos imediatos e pode influenciar desde o custo do frete até o preço final de produtos.

Com impacto bilionário e urgência política, a proposta deve dominar o debate econômico em Mato Grosso nos próximos dias.

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