A aceleração do cronograma de engenharia rodoviária no principal corredor de escoamento do agronegócio nacional redesenhou os prazos de infraestrutura logística do estado. O Governo de Mato Grosso e a Concessionária Nova Rota do Oeste confirmaram, durante uma vistoria técnica realizada nesta quarta-feira (24 de junho), que as obras de duplicação total da BR-163 serão integralmente concluídas em quatro anos. O novo prazo representa a metade dos oito anos originalmente previstos no contrato de concessão chancelado junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A otimização do calendário foi estruturada após o Executivo estadual assumir o controle acionário da concessionária por meio da MT Par, injetando capital público para destravar as frentes de trabalho.
Plano tático prevê entrega de 96 quilômetros remanescentes até dezembro
Os relatórios de engenharia da Nova Rota apontam que a rodovia já conta com 230 quilômetros de pistas duplas totalmente operacionais e liberadas ao tráfego. A meta imediata das empreiteiras consorciadas é concluir o asfaltamento e a sinalização dos 96 quilômetros restantes previstos no escopo inicial até dezembro deste ano.
Paralelamente, as equipes de canteiro dão andamento à construção de mais 100 quilômetros de novas faixas no trecho que interliga Várzea Grande ao município de Jangada, aditivo contratual incorporado formalmente ao plano de exploração rodoviária em janeiro de 2025.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, apontou que o ritmo industrial impresso nas pistas atende ao crescimento geométrico da safra de grãos:
“A BR-163 é a principal espinha dorsal de Mato Grosso. Precisamos de investimentos agressivos e de alta qualidade em infraestrutura para acompanhar o ritmo da nossa produção agrícola e garantir um escoamento seguro e eficiente para a nossa safra”, destacou Marcelo Oliveira.
Nova Rota realizou mais de 370 mil testes de asfalto em laboratório tecnológico
A comitiva governamental, liderada pelo governador Otaviano Pivetta, inspecionou os cérebros operacionais da concessionária, passando pelo Centro de Controle Operacional (CCO) — que monitora a rodovia via satélite e câmeras de alta definição —, pela Torre de Controle de Tráfego e pelo Laboratório de Qualidade e Tecnologia.
Segundo o diretor-presidente da Nova Rota do Oeste, Luciano Uchoa, o avanço célere das máquinas não compromete a durabilidade do pavimento. Como métrica de governança, o gestor revelou os dados de controle tecnológico da empresa:
| Indicador Técnico de Obra | Volume de Ensaios Realizados | Finalidade de Engenharia |
|---|---|---|
| Compactação de Solo | Mais de 120 mil testes | Garantir a estabilidade da base terrestre para evitar rachaduras e afundamentos de pista. |
| Resistência de Concreto | Mais de 90 mil amostras | Monitorar a cura e a capacidade de carga de viadutos, pontes e bueiros celulares. |
| Flexibilidade do Asfalto | Mais de 160 mil ensaios | Assegurar que a capa asfáltica suporte o fluxo ininterrupto de carretas bitrens pesadas. |
Presidente da Aprosoja-MT toma posse no Conselho de Administração da rodovia
A agenda desta quarta-feira também marcou uma mudança política estratégica na governança corporativa da empresa. O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, tomou posse como novo membro do Conselho de Administração da concessionária. A cadeira é uma indicação direta do Governo de Mato Grosso, acionista majoritário, atendendo a um pleito do setor produtivo para que os principais usuários da rodovia auditem de perto a aplicação das tarifas de pedágio e o ritmo das obras.
Com a nova nomeação, o Conselho de Administração da Nova Rota do Oeste passa a operar com sua composição atualizada, sendo liderado por Marcelo Oliveira na presidência, e composto pelos conselheiros Guilherme Rehder Quintella, Luiz Carlos Moreira Lima, Rafael Vitale Rodrigues e Lucas Costa Beber, consolidando a união de forças entre o Estado e as entidades do agro em Mato Grosso.
Reportagem baseada em atas de posse corporativa da Nova Rota do Oeste, relatórios estatísticos de laboratório de pavimentação da Sinfra-MT e termos aditivos homologados pela ANTT.
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