O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (25) que acredita na ampliação do apoio de lideranças do PL ao seu projeto de reeleição em 2026. Durante agenda pública em Várzea Grande, o governador também fez críticas ao senador Wellington Fagundes (PL), apontado como um dos possíveis adversários na disputa pelo Palácio Paiaguás.
As declarações ocorreram durante a inauguração do Parque Tecnológico de Várzea Grande, quando Pivetta comentou os recentes apoios recebidos de prefeitos filiados ao Partido Liberal.
Nesta semana, os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Edilson Antônio Piaia, de Campo Novo do Parecis, ambos do PL, declararam apoio à pré-candidatura de Pivetta ao Governo do Estado.
Ao comentar o cenário político, o governador questionou o nível de apoio que Wellington Fagundes recebe dentro da própria legenda.
“Me falem uma coisa: por que vocês acham que o cara está tão rejeitado assim dentro do partido dele? Por que acham?”, declarou.
Na sequência, Pivetta voltou a comparar sua situação política com a do senador.
“Qual o político dos Republicanos que não nos apoia? Qualquer um no Estado apoia. Então, as causas disso, eu sou curioso para saber por que as pessoas não apoiam ele”, afirmou.
Crítica ao possível adversário
Questionado por jornalistas sobre qual seria, em sua avaliação, o lema da eventual campanha de Wellington Fagundes, o governador respondeu com apenas uma palavra: “Paralisia.”
A declaração ocorre em um momento de intensificação das articulações políticas visando as eleições estaduais de 2026.
Expectativa por novas adesões
Durante a entrevista, Pivetta disse acreditar que outros prefeitos e lideranças políticas poderão anunciar apoio ao seu projeto nos próximos meses.
Segundo ele, o objetivo é construir uma base ampla para a disputa eleitoral.
“Eu fiquei muito feliz. Eu acredito que vai vir mais apoio. E todo apoio é muito bem-vindo. Eu quero governar para todos em Mato Grosso, se eventualmente for reeleito”, afirmou.
Relação com prefeitos
O governador também declarou que não condiciona investimentos estaduais ao apoio político e citou a relação com o prefeito de Rondonópolis.
Segundo Pivetta, a administração estadual busca atender os municípios independentemente de alinhamentos eleitorais.
“Eu nunca vou pedir para você nada em troca. Rondonópolis deu muito ao Estado de Mato Grosso. O Estado tem que retribuir, dentro das possibilidades, com os investimentos que precisam ser feitos lá”, disse ao comentar conversa que teve anteriormente com o prefeito Cláudio Ferreira.
Discurso sobre gestão
Ao encerrar a entrevista, Pivetta afirmou que pretende manter uma atuação baseada na transparência e na eficiência administrativa.
“Política é confiança. Política é expectativa, é esperança, é fé. Nós não podemos roubar a liberdade das pessoas. Eu quero servir o povo de Mato Grosso com liberdade, sem negociata, com transparência, gestão eficiente e honestidade. Não roubar e não deixar roubar”, concluiu.
As movimentações reforçam o início das articulações para as eleições de 2026, período em que partidos e lideranças intensificam negociações para formação de alianças e definição das chapas que disputarão o Governo de Mato Grosso.
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