A Polícia Civil de Mato Grosso, conforme divulgado oficialmente pela corporação, deflagrou na manhã desta terça-feira (24) a Operação Bomba de Sonhos para combater um esquema de estelionato virtual com atuação interestadual. A ação ocorreu em Campo Verde, a 131 km de Cuiabá, onde foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão contra suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em fraudes digitais, com apoio da Polícia Civil de Goiás.
Segundo o delegado Gabriel Conrado, responsável pela Delegacia de Campo Verde, a investigação é conduzida pela Polícia Civil goiana e apura golpes na modalidade conhecida como “falso intermediário”. Nesse tipo de estelionato, criminosos se passam por mediadores de negociações comerciais para enganar vítimas e direcionar pagamentos a contas controladas pela organização.
Como funcionava o esquema
De acordo com o delegado Gylson Ferreira, da Polícia Civil de Goiás, o grupo operava remotamente a partir de Campo Verde, mas tinha como principal alvo vítimas no estado vizinho. A apuração indica que os suspeitos criavam anúncios falsos ou interceptavam negociações reais, inserindo-se como intermediários para desviar valores.
- Criação de perfis falsos ou clonagem de anúncios;
- Contato direto com compradores e vendedores;
- Intermediação fraudulenta para redirecionar pagamentos;
- Uso de contas bancárias para ocultar o dinheiro.
As autoridades destacam que o golpe do falso intermediário é uma das formas mais recorrentes de estelionato virtual no país, exigindo atenção redobrada em negociações online.
Estrutura da operação
A ofensiva mobilizou 45 policiais civis de diferentes unidades, incluindo delegacias de Campo Verde, Poxoréu e Paranatinga, além de setores especializados como a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos e o Núcleo de Inteligência de Primavera do Leste.
O nome da operação, “Bomba de Sonhos”, faz referência a uma empresa fantasma ligada a um dos investigados. Conforme apurado, a estrutura teria sido criada especificamente para movimentar e ocultar recursos obtidos por meio das fraudes.
O que diz a lei
O crime de estelionato virtual está previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro, com agravantes quando cometido por meio eletrônico ou contra múltiplas vítimas. A pena pode chegar a até oito anos de reclusão, especialmente após alterações legislativas recentes que ampliaram o combate a fraudes digitais.
As investigações seguem em andamento. Segundo a Polícia Civil de Goiás, novas diligências não estão descartadas para identificar outros envolvidos e ampliar o alcance das medidas judiciais.
Reportagem baseada em informações oficiais da Polícia Civil de Mato Grosso e da Polícia Civil de Goiás.
Tem informações sobre este caso ou outros crimes digitais? Procure a delegacia mais próxima e contribua com as investigações.
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