Reforma Tributária: 45% das empresas de Mato Grosso ainda não adaptaram notas fiscais

Prazo fatal termina em agosto para preenchimento obrigatório de CBS e IBS; veja os riscos de notificação e o que o seu negócio precisa testar agora.

O cenário para o empresariado em Mato Grosso e no Brasil entra em uma fase crítica neste mês de junho. De acordo com dados recentes da Receita Federal, quase metade (45%) das notas fiscais emitidas no país ainda não seguem o padrão exigido pela Reforma Tributária, ignorando os campos destinados aos novos tributos.

Embora 12,5 milhões de empresas já tenham se adequado, o tempo para ajustes “sem dor” está se esgotando. A partir de agosto de 2026, o preenchimento dos campos de Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) passa a ser obrigatório. Companhias que não estiverem com sistemas alinhados podem ser notificadas ainda este ano.

O setor de serviços em cidades como Cuiabá, Sinop e Rondonópolis concentra o maior gargalo tecnológico. Atualmente, apenas 3,78% das notas de serviço em circulação possuem o novo padrão nacional. Esse índice alarmante é reflexo da lentidão das prefeituras municipais em atualizar seus sistemas de emissão para a transição tributária.

Especialistas da nossa editoria de Economia alertam que tratar 2026 apenas como um “ano informativo” é um erro estratégico. O momento exige que a classificação fiscal e a rotina de faturamento sejam testadas sob o novo modelo para evitar travas operacionais e prejuízos financeiros em 2027, quando as multas começam a ser aplicadas.

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Para o contabilista Fábio Edelberg, CEO da Navecon, a nota fiscal assumiu o papel central desta transição. “Não é apenas incluir novos campos. A empresa precisa garantir que a operação esteja classificada corretamente e que o sistema ERP consiga emitir sem inconsistências”, afirma o executivo. Segundo ele, o descumprimento pode gerar perda de controle operacional e retrabalho massivo.

Para que as empresas de Mato Grosso atravessem esse processo com tranquilidade, o especialista destaca quatro pontos fundamentais para a janela de preparação até agosto:

  • Revisão de Classificação: Um código de produto ou serviço incorreto pode travar a venda instantaneamente no novo sistema.
  • Ambiente de Homologação: Simular emissões agora é vital para verificar se o seu software conversa corretamente com a plataforma da Receita Federal.
  • Cronograma Municipal: Prestadores de serviço devem cobrar agilidade das prefeituras para evitar a defasagem tecnológica.
  • Capacitação de Equipe: O time financeiro precisa dominar as alíquotas de transição para garantir o preenchimento exato dos novos campos.

A exigência da Reforma Tributária vale para NF-e, NFC-e, NFS-e e CT-e. Fique atento às atualizações do CenárioMT para garantir que sua empresa permaneça competitiva e regularizada perante o novo sistema tributário brasileiro.

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