Operação mira grupo suspeito de aplicar golpes bancários em Mato Grosso e outros estados

Mandados foram cumpridos em Mato Grosso e Amazonas contra suspeitos de integrar esquema que causou prejuízo superior a R$ 300 mil.

Uma operação policial realizada na manhã desta terça-feira (17) teve como alvo uma organização criminosa investigada por aplicar fraudes conhecidas como “golpe da falsa central bancária”. Em Mato Grosso, equipes da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá participaram do cumprimento de mandados de busca e apreensão contra suspeitos apontados como integrantes do esquema.

A ação, denominada Operação Alétheia, foi coordenada pela Polícia Civil de Santa Catarina e busca aprofundar as investigações sobre crimes de estelionato praticados por meio de engenharia social. O grupo é suspeito de causar prejuízos superiores a R$ 300 mil a uma empresa localizada no município de Maravilha (SC), em um caso registrado em janeiro de 2025.

As apurações foram conduzidas pela Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Maravilha. Segundo os investigadores, os suspeitos utilizavam técnicas de convencimento para se passar por representantes de instituições financeiras, levando vítimas a fornecer informações sigilosas ou autorizar movimentações bancárias.

Ao longo da investigação, uma ampla análise de dados digitais permitiu identificar seis pessoas consideradas integrantes centrais da organização. As informações reunidas deram suporte aos pedidos judiciais que resultaram nos mandados cumpridos nesta semana.

Mandados foram cumpridos em Mato Grosso e Amazonas

Mais de 30 policiais civis participaram da operação, que ocorreu simultaneamente em Mato Grosso e no Amazonas.

Em território mato-grossense, as diligências foram realizadas em Cuiabá e municípios da região metropolitana. Já no Amazonas, mandados foram cumpridos em Manaus com apoio da Polícia Civil local.

Os investigadores buscam apreender aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam auxiliar na identificação de novos envolvidos e no rastreamento da movimentação financeira da organização.

Como funciona o golpe da falsa central bancária

O golpe investigado consiste em contatos feitos por criminosos que se apresentam como funcionários de bancos ou centrais de segurança financeira. Utilizando informações previamente obtidas sobre as vítimas, eles criam situações de urgência para convencer a pessoa a realizar transferências, alterar senhas ou compartilhar códigos de autenticação.

Esse tipo de fraude tem se tornado cada vez mais sofisticado e está entre os golpes digitais que mais geram prejuízos financeiros no país.

Especialistas em segurança recomendam atenção redobrada em situações como:

  • Ligações informando supostas movimentações suspeitas na conta;
  • Solicitação de senhas ou códigos enviados por SMS;
  • Orientações para realizar transferências com objetivo de “proteger valores”;
  • Contatos feitos por números desconhecidos se passando por instituições financeiras.

Polícia reforça orientações para evitar fraudes

As autoridades orientam que clientes de bancos nunca compartilhem senhas, códigos de segurança ou informações pessoais por telefone, aplicativos de mensagens ou e-mails.

Em caso de dúvidas, a recomendação é interromper a conversa e procurar diretamente os canais oficiais da instituição financeira.

Se houver tentativa de golpe ou prejuízo financeiro, a vítima deve registrar boletim de ocorrência o mais rápido possível para auxiliar nas investigações.

Significado da Operação Alétheia

De acordo com a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à figura da mitologia grega associada à verdade e à revelação. A escolha simboliza o trabalho investigativo realizado para identificar os responsáveis e desmontar a estrutura utilizada na prática das fraudes.

A ação também integra as estratégias da Operação Pharus, desenvolvida pela Polícia Civil de Mato Grosso para o combate a organizações criminosas e crimes cibernéticos com atuação interestadual.

As investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas.

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