O que está acontecendo com o Rio Cuiabá? Essa é a principal pergunta que guia a 3ª expedição fluvial realizada por parlamentares e especialistas ambientais para avaliar as condições do principal curso d’água da região metropolitana.
A iniciativa percorre trechos estratégicos do rio para observar mudanças no fluxo das águas, impactos ambientais e desafios enfrentados por pescadores e comunidades ribeirinhas. O trabalho também busca reunir dados técnicos para orientar ações de preservação e políticas públicas.
Expedição percorre pontos estratégicos do rio
A terceira edição da expedição fluvial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso teve início nesta segunda-feira (9). A comitiva reúne parlamentares, pesquisadores, pescadores, especialistas ambientais e representantes de órgãos públicos.
O ponto de partida foi nas proximidades da barragem de Manso, na região de Chapada dos Guimarães. Técnicos e pesquisadores apresentaram análises iniciais sobre a dinâmica ambiental do Rio Cuiabá, apontando mudanças no transporte de sedimentos, no fluxo das águas e na migração de espécies.
O percurso seguirá até o Pantanal, na divisa entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, passando por municípios da região metropolitana e áreas importantes para o equilíbrio do ecossistema.
Migração de peixes preocupa especialistas
Durante a análise ambiental do Rio Cuiabá, pescadores e técnicos relataram dificuldades na migração de espécies tradicionais da região. Entre elas estão:
- pintado
- pacu
- dourado
- piraputanga
Segundo relatos apresentados à comitiva, obstáculos no rio e alterações ambientais podem dificultar a subida dos peixes durante o período reprodutivo. Em alguns casos, os animais ficam concentrados tentando avançar no curso do rio, o que aumenta o estresse e pode provocar mortalidade.
Impactos da hidrelétrica e sedimentos em análise
Outro ponto analisado na expedição envolve os efeitos da Usina Hidrelétrica de Manso na dinâmica do Rio Cuiabá. Especialistas apontam que a retenção de sedimentos pela barragem pode alterar o transporte natural de areia e outros materiais ao longo do rio.
Esses sedimentos são considerados essenciais para o equilíbrio do Pantanal. Eles ajudam a moldar o leito do rio e influenciam diretamente o regime de cheias que sustenta o ecossistema da planície alagável.
Alterações nesse processo podem impactar a erosão, a deposição de materiais e até a dinâmica das inundações, fatores fundamentais para a biodiversidade da região pantaneira.
Levantamento técnico e diálogo com comunidades
Além da análise ambiental do Rio Cuiabá, a expedição também tem como objetivo ouvir moradores, pescadores e comunidades ribeirinhas que dependem diretamente do rio.
Durante os próximos dias, a comitiva realizará:
- inspeções ambientais em diferentes trechos do rio
- reuniões comunitárias com moradores locais
- coleta de informações técnicas e relatos da população
Os dados obtidos ao longo do percurso serão reunidos em um relatório técnico que deverá ser encaminhado a órgãos responsáveis pela gestão ambiental.
A expectativa é que o levantamento contribua para identificar problemas, orientar políticas públicas e garantir a preservação do Rio Cuiabá e das comunidades que dependem dele.
E você, qual a sua opinião sobre a preservação dos rios da região? Comente e participe do debate.
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