Festival In-Edit estreia com mais de 50 documentários musicais em São Paulo

A 18ª edição do In-Edit Brasil começou em São Paulo com exibições gratuitas de documentários musicais, além de programação online e atividades culturais paralelas.

A 18ª edição do In-Edit Brasil, Festival Internacional do Documentário Musical, teve início nesta quarta-feira (17), em São Paulo. O evento reúne mais de 50 documentários dedicados a artistas, bandas, movimentos culturais e histórias ligadas à música brasileira e internacional, com exibições gratuitas em diferentes salas de cinema da capital paulista.

Reconhecido como uma importante vitrine para produções do gênero, o festival apresenta cerca de dez filmes inéditos nesta edição. Entre os destaques está A Noite de Alaíde Costa, dirigido por Liliane Mutti. O documentário aborda episódios de racismo enfrentados pela cantora, uma das grandes vozes da bossa nova, e acompanha sua trajetória até a apresentação realizada em 2023 no Carnegie Hall, em Nova York, quase seis décadas após ter sido excluída de um concerto histórico realizado no local.

A programação também inclui produções que exploram espaços marcantes da música brasileira. Um exemplo é Canecão – Tantas Emoções, de Bruno Levinson, que resgata a trajetória da tradicional casa de espetáculos carioca inaugurada no fim dos anos 1960 e palco de apresentações de importantes artistas nacionais.

Segundo a organização, mais de 200 documentários brasileiros foram inscritos para seleção. A diversidade musical do país está representada em filmes que abordam gêneros variados, do rock ao samba, além de retratos de artistas como Airto Moreira, Flora Purim, Alceu Valença e Dona Onete. A programação também contempla personagens importantes dos bastidores da música, como produtores e jornalistas.

Entre as produções nacionais, estão ainda Universo Circular – Jocy de Oliveira, dirigido por Dácio Pinheiro, que revisita a trajetória de uma das pioneiras da música eletrônica no Brasil, e Pontos de Força, de Vânia Lima, centrado na jornada do músico Mateus Aleluia por locais sagrados do candomblé em Cachoeira, na Bahia.

Além das exibições em espaços como Cinemateca, Cine Sesc, SP Cine Paulo Emílio, SP Cine Olido, Matilha Cultural, Cine Bijou e Patuá Discos, o festival promove atividades paralelas. A programação inclui feira de vinil, debates, encontros e apresentações musicais de artistas como Alaíde Costa, Fernanda Abreu, Odair José, além das bandas Inocentes e DZK.

Outro destaque desta edição é a ampliação dos recursos de acessibilidade. O evento oferece mais de 100 sessões com libras, legendas descritivas e audiodescrição.

Parte da programação também pode ser acompanhada pela internet, por meio das plataformas Itaú Cultural Play, Sesc em Casa e SP Cine Play, permitindo o acesso de espectadores que estão fora da capital paulista.

O festival segue até o dia 28 de junho. Todas as sessões são gratuitas, com retirada de ingressos disponível uma hora antes de cada exibição.

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