Quais são os principais problemas que afetam o rio Cuiabá hoje? Para responder a essa pergunta, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) organiza a 3ª edição da Expedição Fluvial, marcada para ocorrer entre os dias 9 e 13 de março.
A iniciativa pretende percorrer toda a extensão do rio, da barragem de Manso até a divisa com Mato Grosso do Sul, com o objetivo de mapear irregularidades, registrar impactos ambientais e atualizar o diagnóstico da situação do rio Cuiabá.
Planejamento e objetivos da expedição
A organização da expedição foi definida em reunião com um grupo de trabalho formado por representantes de diversas instituições públicas. Segundo o parlamentar, a proposta é observar agressões ao rio, ouvir comunidades ribeirinhas e elaborar um relatório técnico com dados atualizados.
Durante o trajeto, a equipe deve navegar por municípios como Chapada dos Guimarães, Rosário Oeste, Acorizal, Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger, Barão de Melgaço e Poconé, todos localizados em Mato Grosso.
Pontos que serão analisados no rio Cuiabá
- Presença de dragas e estruturas irregulares;
- Descarte de lixo e lançamento de esgoto;
- Qualidade da água;
- Impactos sobre a fauna aquática, especialmente os peixes;
- Desmatamento nas margens e assoreamento do leito.
O levantamento busca identificar áreas críticas e possíveis danos ambientais no rio Cuiabá, contribuindo para ações de fiscalização e preservação da bacia hidrográfica.
Diálogo com pescadores e comunidades ribeirinhas
Além do monitoramento ambiental, a expedição no rio Cuiabá também terá foco social. Wilson Santos, que preside o Observatório da Pesca da Assembleia Legislativa, criado pela Lei nº 12.197/2023, pretende ouvir pescadores e moradores das margens do rio.
O objetivo é avaliar os impactos da Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero, em vigor há cerca de dois anos. A escuta deve servir como base para compreender a situação atual da atividade pesqueira e os reflexos da legislação sobre a categoria.
Instituições envolvidas
O grupo de trabalho reúne representantes da Assembleia Legislativa, Marinha do Brasil – Capitania Fluvial, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Universidade Federal de Mato Grosso, além de prefeituras e Câmaras Municipais da região.
A expectativa é que a nova expedição no rio Cuiabá produza dados técnicos consistentes e fortaleça o debate sobre preservação ambiental, fiscalização e políticas públicas voltadas ao equilíbrio ecológico do principal curso d’água da região.
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