O avanço da colheita da segunda safra de feijão, especialmente no Paraná, aumentou a oferta do produto no mercado e pressionou os preços durante a primeira quinzena de junho. Apesar desse movimento, a qualidade dos grãos continua sendo o principal fator na formação das cotações, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
De acordo com o Centro de Estudos, o aumento da disponibilidade de feijão elevou a pressão sobre os preços nas primeiras semanas do mês. No entanto, a comercialização passou a refletir uma diferenciação maior entre os lotes, com os compradores priorizando produtos que apresentam melhor qualidade.
Esse cenário favoreceu uma recuperação das cotações na última semana, impulsionada pela retomada da demanda por grãos de padrão superior e pelo reequilíbrio entre oferta e procura. O movimento beneficiou tanto o feijão carioca quanto o feijão preto, cujos preços voltaram a registrar valorização no mercado.
A avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, indica que, mesmo em um período de maior oferta, os lotes com melhor qualidade seguem mais valorizados, evidenciando que as características do produto continuam sendo determinantes para a formação dos preços e para a dinâmica das negociações entre produtores e compradores.
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