O desdobramento de macroações de saturação de perímetros urbanos, o emprego integrado de comandos especializados e administrativos e o alinhamento com diretrizes nacionais de repressão qualificada pautaram o início de uma grande mobilização institucional nas primeiras horas desta segunda-feira (29 de junho). A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou de forma simultânea a Operação Centro Seguro e Força Total, cobrindo todos os 142 municípios do estado de forma integrada.
Em Cuiabá, o lançamento oficial do aparato de segurança ocorreu na histórica Praça da República, marcando o início da intensificação das vistorias e do patrulhamento a pé e motorizado.
Ações táticas unem equipes administrativas e especializadas em eixos comerciais
O plano estratégico da operação unifica o efetivo tradicionalmente fixado nas sedes administrativas aos policiais que atuam no policiamento de linha e em divisões especializadas da corporação. A presença ostensiva das forças estaduais de segurança tem como foco prioritário os quadrantes comerciais, centros urbanos e locais com elevados índices de movimentação de pedestres, além de bairros periféricos que apresentam vulnerabilidade com base nos boletins de ocorrência anteriores.
As patrulhas de campo cumprem um cronograma técnico de saturação urbana que engloba:
- Montagem de bloqueios policiais de trânsito (blitze) para checagem de documentação e busca de armas e drogas em veículos;
- Abordagens fundamentadas em fundada suspeita e identificação civil de transeuntes em pontos sensíveis;
- Fiscalização preventiva de estabelecimentos comerciais e mapeamento de áreas de risco em tempo real.
Operação Força Total nacional atua em paralelo com o Programa Tolerância Zero
A mobilização estadual ocorre por meio do acoplamento de duas frentes de trabalho. A primeira é a Operação Centro Seguro, que se estenderá até o dia 5 de julho e faz parte das ações do Programa Tolerância Zero capitaneado pelo Governo do Estado. A segunda vertente corresponde à Operação Força Total, uma mobilização de caráter nacional unificada e coordenada pelo Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG), com duração inicial estabelecida em 24 horas consecutivas de repressão ao crime.
A subchefe do Estado-Maior Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel PM Grasielle Paes, sublinhou que a prioridade máxima das linhas de atuação converge para o asfixiamento logístico e financeiro de organizações criminosas e facções que operam no estado. De acordo com a oficial, o emprego estratégico do contingente e a maximização do uso de viaturas atuam como barreiras para desarticular quadrilhas de roubo, furto e tráfico de entorpecentes, elevando a percepção de segurança da comunidade.
Cavalaria, Rotam, Bope e Ciopaer compõem cerco tático em todo o estado
Para garantir a cobertura terrestre e aérea nos municípios, a Polícia Militar escalou suas principais forças de elite e unidades de apoio técnico. As ações integradas contam com o suporte de movimentação da Cavalaria da Polícia Militar, da Companhia Independente de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), do Batalhão de Rondas Ostensivas Táticas Móveis (Rotam) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
O cerco operacional nos municípios do interior e na capital recebe ainda o reforço de agentes do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), das companhias de Força Tática regionais e do monitoramento aéreo das aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer). Toda a engrenagem baseia-se em relatórios de inteligência policial para asfixiar pontos críticos e coibir infrações penais em Mato Grosso.
Reportagem baseada nas diretrizes estratégicas da Polícia Militar de Mato Grosso, notas de lançamento de comandos especializados do Estado-Maior Geral e relatórios logísticos do Programa Tolerância Zero.
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