O movimento de queda nos preços do milho, observado nas últimas semanas em função do avanço da colheita da segunda safra, perdeu força em parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. A preocupação de produtores com os efeitos das baixas temperaturas sobre as lavouras contribuiu para interromper o recuo das cotações em alguns mercados.
De acordo com pesquisadores do Cepea, o frio registrado em determinadas regiões produtoras passou a ser acompanhado com atenção pelos agentes do setor, diante da possibilidade de impactos no desenvolvimento das lavouras que ainda permanecem no campo. Esse cenário trouxe maior cautela ao mercado e reduziu a intensidade das quedas nos preços.
Apesar disso, o ritmo das negociações continua limitado. Segundo o Centro de Estudos, a demanda permanece enfraquecida pela menor participação dos compradores, muitos dos quais afirmam estar abastecidos para atender às necessidades de curto e médio prazos.
Com isso, mesmo diante das preocupações climáticas, o avanço da colheita da segunda safra continua garantindo boa oferta do cereal, enquanto a postura mais retraída dos consumidores impede uma recuperação mais consistente das cotações.
A avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, é de que o comportamento dos preços nas próximas semanas deverá continuar sendo influenciado pela evolução da colheita, pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras e pelo ritmo de retorno dos compradores ao mercado.
Cotações do Milho
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.