Referência na produção de estudos econômicos e informações estratégicas para o agronegócio, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) completa 28 anos nesta segunda-feira (29) consolidado como uma das principais fontes de inteligência de mercado do país. Ao longo desse período, o instituto acompanhou de perto a expansão de Mato Grosso até a liderança nacional na produção de grãos, fibras e proteína animal, tornando-se uma importante base técnica para produtores rurais, cooperativas, empresas, entidades representativas e gestores públicos.
Hoje, o Imea reúne uma equipe com mais de 42 profissionais especializados e monitora mais de 300 indicadores econômicos, produtivos, logísticos e de mercado, cobrindo os 142 municípios mato-grossenses. As informações produzidas orientam decisões sobre soja, milho, algodão, bovinocultura, crédito rural, logística, sustentabilidade, energia, biocombustíveis e comércio internacional.
Instituto acompanhou a evolução do agro mato-grossense

Criado em 1998 como um departamento da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), o instituto surgiu em um momento em que o principal desafio dos produtores estava relacionado ao acesso ao crédito rural e ao endividamento das propriedades.
Com o passar dos anos, o perfil do agronegócio mudou e o Imea ampliou sua atuação para acompanhar temas como custos de produção, logística, mercado internacional, clima, tributação, sustentabilidade e competitividade.
O crescimento da instituição ocorreu paralelamente ao avanço do próprio agronegócio estadual, que transformou Mato Grosso em líder nacional na produção de soja, milho, algodão e um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil.
Mais de 300 indicadores ajudam na tomada de decisões
Atualmente, o Imea produz uma ampla base de dados utilizada diariamente por produtores rurais, agroindústrias, empresas de logística, instituições financeiras e órgãos públicos.
Entre os levantamentos mais conhecidos estão os relatórios de oferta e demanda, comercialização de soja, milho e algodão, andamento da semeadura e da colheita, análises de mercado, custos de produção e estudos econômicos sobre diferentes cadeias produtivas.
Ao longo de sua trajetória, o instituto publicou centenas de boletins técnicos que se tornaram referência para o acompanhamento da evolução do agronegócio brasileiro.
Tecnologia ampliou o acesso às informações
Um dos marcos da modernização do instituto ocorreu com o lançamento da plataforma Imea Digital, que passou a concentrar os principais estudos e indicadores produzidos pela instituição.
Hoje, o sistema reúne mais de 18 mil usuários cadastrados e disponibiliza ferramentas voltadas ao acompanhamento do desempenho do agronegócio em Mato Grosso.
Nos últimos anos, o instituto também fortaleceu projetos como o Imea em Campo, iniciativa que percorreu mais de 34 mil quilômetros em municípios produtores para acompanhar presencialmente o desenvolvimento das lavouras.
Projetos ajudam a entender a realidade do campo
Entre os trabalhos de maior relevância está o levantamento do Custo de Produção Agropecuária (CPA), realizado em parceria com o Senar Mato Grosso.
O estudo auxilia produtores na avaliação dos custos das principais cadeias produtivas e passou a incluir, nas edições mais recentes, atividades como cafeicultura e apicultura.
Outro projeto de destaque utiliza sensoriamento remoto para mapear o uso e a ocupação do solo em Mato Grosso. Os dados mais recentes indicam que 60,4% do território estadual permanece coberto por vegetação nativa.
Reconhecimento ultrapassa as fronteiras do Brasil
Em 2026, o Imea alcançou um novo marco ao passar a integrar o Agri Benchmark, uma das principais redes internacionais de comparação de sistemas de produção agropecuária.
Com isso, tornou-se apenas a segunda instituição brasileira a participar da iniciativa, permitindo que os dados produzidos em Mato Grosso sejam comparados aos de importantes regiões agrícolas do mundo.
O instituto também mantém parcerias com organizações como Embrapa, IBGE, Conab, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Compromisso é ampliar a inteligência para o agro
Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o principal desafio da instituição é continuar transformando informações técnicas em conhecimento estratégico para apoiar o desenvolvimento do agronegócio.
Para ele, a combinação entre tecnologia, inovação e equipes qualificadas continuará sendo fundamental para oferecer dados confiáveis e apoiar a tomada de decisões em um dos setores mais importantes da economia de Mato Grosso.
Ao completar 28 anos de atuação, o Imea reforça seu papel como uma das principais referências em inteligência agropecuária do Brasil, contribuindo para que produtores, empresas e instituições acompanhem a evolução de um setor que segue impulsionando o crescimento econômico do estado.
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