STJ determina permanência de Rogério Andrade em presídio federal

O Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão de Rogério Andrade no sistema federal após avaliação sobre risco à ordem pública. A decisão atende a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o contraventor Rogério de Andrade deve permanecer custodiado no sistema penitenciário federal, acolhendo solicitação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Andrade é acusado de envolvimento no homicídio qualificado de Fernando de Miranda Iggnácio, crime ocorrido em novembro de 2020, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia, a vítima foi atacada a tiros no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, após desembarcar de um helicóptero vindo de Angra dos Reis.

De acordo com as investigações, os disparos teriam sido efetuados por criminosos que aguardavam a chegada da vítima em uma área próxima ao local. O caso é tratado pelas autoridades como uma execução planejada.

Na decisão, o ministro Rogerio Schietti Cruz, do STJ, suspendeu entendimento anterior do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que havia autorizado a transferência de Andrade para o sistema prisional estadual.

O magistrado considerou haver elementos que indicam a manutenção da periculosidade do acusado, destacando sua suposta posição de liderança em organização criminosa, além de possíveis impactos sobre a segurança pública e o andamento das investigações.

Outros envolvidos no caso

Um ex-policial militar apontado como executor do crime já foi condenado pelo Tribunal do Júri. Outros investigados também respondem ao processo e aguardam nova data de julgamento, após alterações no andamento das defesas.

Um dos suspeitos citados nas investigações foi encontrado morto em 2022, segundo registros oficiais do caso.

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