Arroz dispara com demanda aquecida e pressiona mercado no Sul do país

Alta superior a 5% no mês reflete corrida das indústrias por matéria-prima e preocupação com custos logísticos. Demanda forte movimenta o mercado

O mercado de arroz vive um momento de pressão nos preços, impulsionado pelo aumento da demanda tanto no atacado quanto no varejo. Esse movimento tem levado indústrias a intensificarem a busca por matéria-prima, elevando as cotações do produto em casca, especialmente no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o Indicador CEPEA/IRGA já acumula alta superior a 5% na parcial de março (até o dia 18), sinalizando um mercado mais aquecido e competitivo.

Indústrias elevam ofertas para garantir estoques

Com menor disponibilidade de produto no mercado spot, algumas indústrias têm intensificado a disputa pelo arroz, chegando a reajustar os preços ofertados mais de uma vez na tentativa de atrair vendedores.

Esse comportamento reflete não apenas a necessidade imediata de abastecimento, mas também uma estratégia preventiva diante das incertezas que cercam o setor.

Produtores seguram vendas e travam negociações

Apesar da valorização, a liquidez segue limitada. Segundo pesquisadores do Cepea, muitos produtores adotam postura mais cautelosa, restringindo a oferta à espera de preços ainda melhores.

Além disso, dificuldades no avanço da colheita em algumas regiões também contribuem para reduzir a disponibilidade do produto no mercado.

Diesel caro e cenário externo aumentam tensão

Outro fator que pesa sobre o mercado é o aumento dos custos logísticos, especialmente diante da recente alta do diesel. O encarecimento do transporte gera preocupação entre agentes do setor, que temem novos reajustes e impactos na cadeia produtiva.

Somado a isso, o cenário geopolítico internacional adiciona incertezas, reforçando a cautela das indústrias e estimulando a recomposição de estoques como forma de proteção.

Mercado segue atento aos próximos movimentos

Diante desse contexto, o mercado de arroz deve continuar sensível a fatores como clima, ritmo da colheita, custos logísticos e comportamento da demanda. A combinação desses elementos será determinante para definir o rumo dos preços nas próximas semanas.

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