São Paulo testa registro de violência doméstica no local da ocorrência

Mulheres em Santos poderão registrar boletins de ocorrência sem precisar ir à delegacia, agilizando a proteção legal.

O governo do Estado de São Paulo iniciará, até o final de março em Santos, um piloto para registrar casos de violência doméstica diretamente no local da ocorrência.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), ao ser acionado pelo 190, o policial militar poderá, com autorização da vítima, formalizar o boletim de ocorrência no próprio local. Os dados serão enviados automaticamente à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) Online para análise imediata.

O coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), tenente-coronel Rodrigo Vilardi, explicou que a medida busca reduzir situações em que a vítima permanece no ciclo de violência sem recorrer aos mecanismos legais.

“[O policial] continuará atendendo a ocorrência como já faz hoje. A diferença é que agora o registro já é feito ali mesmo e compartilhado com a Polícia Civil, diminuindo a chance de que a vítima deixe de formalizar a denúncia e continue exposta à violência”, afirmou.

O sistema também permite que o policial preencha o Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), identificando o grau de vulnerabilidade da vítima. Com essas informações, a DDM Online pode solicitar medidas protetivas de urgência à Justiça de forma mais rápida.

“A violência doméstica exige uma resposta rápida e coordenada. Ao integrar as polícias e a rede de proteção desde o primeiro atendimento, garantimos que a mulher não fique sozinha no momento em que decide pedir ajuda”, destacou a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.

A SSP informou que a expectativa é expandir o sistema para todo o estado de São Paulo nos próximos meses.

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