Um homem de 24 anos foi preso na noite de domingo (22), em Sorriso, suspeito de tentar matar a própria irmã, de 38 anos, e agredir a mãe, de 61 anos. A vítima mais grave foi socorrida com suspeita de traumatismo craniano e encaminhada ao Hospital Regional de Sorriso, após ser encontrada ferida dentro da residência da família.
A prisão foi efetuada por policiais militares do 12º Batalhão da Polícia Militar, acionados após denúncia de que uma mulher estava sendo espancada pelo irmão. Quando a equipe chegou ao endereço, o suspeito ainda permanecia no local e havia dezenas de pessoas na rua, algumas tentando agredi-lo antes da intervenção dos militares.
Segundo informações repassadas pela própria mãe do suspeito à polícia, ela teria sido a primeira vítima das agressões. A mulher relatou que o filho chegou em casa sob efeito de entorpecentes e bastante alterado, passando a tentar atacá-la fisicamente. Para se proteger, ela conseguiu sair do imóvel e pediu ajuda à filha.
Ao chegar para socorrer a mãe, a irmã foi violentamente atacada. Conforme os relatos colhidos pela equipe policial, o suspeito desferiu socos, chutes e utilizou um cabo de enxada e pedaços de madeira para agredi-la, concentrando os golpes principalmente na região da cabeça. O quadro clínico exigiu atendimento imediato do Samu, que realizou os primeiros socorros ainda no local antes de encaminhá-la à unidade hospitalar.
O homem também apresentava lesões no nariz e em outras partes do corpo, resultado de agressões sofridas por testemunhas que presenciaram a situação. A presença de mais de 50 pessoas em frente à residência indicava a revolta dos moradores com a violência registrada naquela noite.
Após ser contido, ele foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências legais. O caso é tratado como tentativa de feminicídio e lesão corporal, crimes previstos na legislação penal brasileira e que podem resultar em pena de reclusão.
De acordo com a Polícia Militar em Mato Grosso, a população pode colaborar com denúncias anônimas por meio do telefone 190 ou pelo 0800.065.3939. As investigações seguem para apurar todos os detalhes do episódio.
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