Construir e reformar em Mato Grosso fica mais caro em 2026; crédito ganha espaço entre consumidores

Quem pretende construir ou reformar em Mato Grosso tem sentido o impacto direto da alta dos materiais de construção em 2026. Com o aumento dos custos de insumos como cimento, PVC e aço, o orçamento das obras ficou mais pesado, levando consumidores a buscar novas formas de financiamento para concluir projetos residenciais e comerciais.

Dados recentes mostram que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acumula alta de 6,82% nos últimos 12 meses, enquanto o custo médio da construção no país atingiu os maiores níveis dos últimos anos. A elevação acompanha um período de forte demanda por obras, impulsionado pelo crescimento econômico observado em diversas regiões de Mato Grosso.

Mato Grosso vive expansão da construção civil

O cenário é especialmente relevante para cidades mato-grossenses que registram crescimento acelerado da população e da atividade econômica.

Municípios como Sinop, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Nova Mutum, Primavera do Leste e Rondonópolis seguem atraindo novos moradores, indústrias e investimentos bilionários, o que aumenta a demanda por imóveis, loteamentos, condomínios, galpões logísticos e empreendimentos comerciais.

Esse movimento mantém aquecido o setor da construção civil, mesmo diante do aumento dos custos.

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Materiais ficaram mais caros

Entre os produtos que registraram reajustes nos últimos meses estão:

  • PVC;
  • Cimento;
  • Vergalhões de aço;
  • Tubulações;
  • Materiais hidráulicos;
  • Itens de acabamento.

Especialistas apontam que fatores internacionais, custos logísticos e aumento da demanda contribuíram para a elevação dos preços.

Para muitas famílias, isso significa rever projetos, reduzir etapas da obra ou buscar alternativas de parcelamento.

Endividamento pressiona orçamento das famílias

Outro fator que influencia o mercado é o elevado nível de endividamento dos brasileiros.

Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que mais de 80% das famílias possuem algum tipo de dívida, sendo o cartão de crédito o principal compromisso financeiro.

Com os limites comprometidos, consumidores passaram a buscar outras modalidades para financiar materiais de construção.

Segundo a Top One Financeira, empresa especializada em crédito para o varejo, as operações destinadas à compra de materiais de construção cresceram cerca de 20% em 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado.

Reforma continua sendo prioridade

Mesmo diante dos custos mais altos, a intenção de construir ou reformar permanece elevada.

A ampliação de imóveis, construção de áreas de lazer, melhorias estruturais e adaptações residenciais continuam entre os principais objetivos dos consumidores.

No caso de Mato Grosso, o crescimento econômico e o aumento da renda em diversos municípios ajudam a sustentar essa demanda.

Construção segue como motor da economia

Além de movimentar lojas de materiais, a construção civil gera impactos positivos em diversos setores.

Uma obra mobiliza profissionais da construção, transportadoras, prestadores de serviço, engenheiros, arquitetos, empresas de acabamento e fornecedores de equipamentos.

Por isso, mesmo em um cenário de custos mais elevados, o setor continua sendo um dos principais motores da economia mato-grossense.

A expectativa do mercado é que a construção civil mantenha ritmo de crescimento nos próximos meses, especialmente nas cidades que lideram a expansão econômica do estado e concentram novos investimentos industriais, logísticos e imobiliários.

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