A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção foi atualizada após uma nova avaliação do estado de conservação conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O levantamento mais recente aponta a inclusão de 180 espécies ou subespécies, entre elas a arara-azul-grande, o bugio-preto e o tamanduaí, que passaram a integrar diferentes categorias de risco. Em contrapartida, 150 espécies foram retiradas da lista após reavaliação científica.
Com a atualização, o documento reúne atualmente 790 espécies ou subespécies da fauna brasileira sob algum grau de ameaça, além de nove espécies oficialmente classificadas como extintas.
As espécies são distribuídas em diferentes níveis de risco, como Vulnerável (VU), Em Perigo (EN), Criticamente em Perigo (CR), Possivelmente Extintas (CR-PE) e Extinta na Natureza (EW), abrangendo grupos como mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres.
Entre os grupos avaliados, os invertebrados terrestres representam a maior parcela, com 264 espécies ameaçadas. Em seguida aparecem aves (242), répteis (123), mamíferos (102) e anfíbios (59).
O relatório também confirma que, entre as espécies extintas, seis são aves, duas são anfíbios e uma é mamífero: o roedor de Vespucci, registrado historicamente na região de Fernando de Noronha.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a lista é considerada um dos principais instrumentos de monitoramento e proteção da biodiversidade brasileira, servindo de base para políticas de conservação e recuperação de espécies.
O ICMBio destaca ainda que o documento resulta de um trabalho contínuo envolvendo comunidade científica e organizações ambientais, refletindo a evolução do conhecimento sobre o estado de conservação da fauna no país.
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