Uma operação estratégica do Batalhão de Proteção Ambiental da Polícia Militar resultou na interdição de um garimpo ilegal em Novo Mundo na tarde desta sexta-feira (5). A ação, realizada na zona rural do município, desarticulou um ponto de extração mineral que operava sem qualquer tipo de licenciamento oficial.
A ofensiva teve como ponto de partida a tecnologia de inteligência. As equipes de fiscalização baseadas em Guarantã do Norte agiram após alertas de monitoramento da plataforma Mais Brasil, da Polícia Federal, que indicou supressão irregular de vegetação em uma área estratégica de Mato Grosso.
No local, os policiais confirmaram o cenário de degradação. A estrutura encontrada era robusta, contando com motores estacionários, plantas de lavagem de minério e uma escavadeira hidráulica. Todo o maquinário estava em pleno funcionamento no momento da abordagem, evidenciando o caráter contínuo da atividade criminosa.
Além da extração mineral não autorizada, a guarnição identificou uma extensa área de desmatamento recente. O proprietário da área, um homem de 38 anos, foi detido no local. Ele admitiu que a exploração era realizada via arrendamento e que não possuía a documentação ambiental exigida pelos órgãos competentes.
Impacto legal e destino do maquinário apreendido
A extração de minério sem o devido licenciamento ambiental configura crime previsto na legislação brasileira, sujeitando os responsáveis a sanções civis e criminais severas. Além das multas, a atividade gera embargos imediatos sobre a propriedade para evitar que o dano aos recursos naturais se amplie.
Conforme o protocolo oficial da Polícia Militar, todos os equipamentos apreendidos durante a fiscalização foram encaminhados à Prefeitura Municipal de Peixoto de Azevedo. Essa medida visa garantir a guarda do patrimônio e o suporte logístico necessário após operações em áreas de difícil acesso na região norte.
As autoridades reforçam que o combate ao crime ambiental em Mato Grosso tem sido intensificado com o apoio de vigilância por satélite. Denúncias anônimas podem ser feitas de forma segura pelos canais 190 ou 0800 065 3939, contribuindo para a preservação do ecossistema regional.
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