Estudante de 16 anos deixa rede privada e se surpreende com estrutura de escola estadual em Cuiabá

Estudantes relatam mudanças na infraestrutura, tecnologia e ambiente escolar após investimentos na rede estadual.

A reversão do fluxo de migração escolar entre a iniciativa privada e a rede pública, a universalização da climatização e o choque de inclusão digital nas salas de aula pautaram o balanço pedagógico divulgado pelo Poder Executivo. Os investimentos estruturais realizados na rede estadual de ensino vêm reconfigurando a percepção de estudantes e famílias sobre a qualidade das unidades escolares de Cuiabá.

O reflexo dessa modernização, capitaneada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), é visível na Escola Estadual Cívico-Militar Leovegildo de Melo, localizada na capital, onde alunos relatam uma transformação radical no ecossistema de aprendizagem.

Estudante de 16 anos deixa colégio particular e se surpreende com estrutura da rede estadual

O fenômeno da migração de alunos do ecossistema privado para as escolas estaduais é ilustrado pela trajetória de Emily Rhyany Santana Gomes, de 16 anos. Ao efetuar sua transferência para a instituição pública, a jovem relata que mantinha uma expectativa condicionada ao antigo histórico de precariedade que estigmatizava a rede de ensino no passado. Contudo, o ingresso na unidade revelou um ambiente dotado de recursos tecnológicos e conforto térmico equivalentes ou superiores aos das organizações particulares.

Os investimentos consolidados na unidade nos primeiros meses do ano letivo englobam laboratórios de ciências equipados, salas de aula totalmente climatizadas, redes de internet de alta velocidade e distribuição de Chromebooks individuais para os estudantes. O aparato pedagógico é complementado por Smart TVs de alta resolução em todas as salas, bibliotecas atualizadas e refeitórios modernos adaptados às diretrizes nutricionais vigentes.

Uso de Chromebooks e Smart TVs otimiza indicadores do Ideb e do Saeb em Cuiabá

Para quem vivenciou o período anterior às reformas estruturais iniciadas pelo Governo do Estado em 2019, os avanços operacionais guardam proporções ainda maiores. A estudante Ysis Daffiny Ramos Fagundes, de 15 anos, recorda que o antigo prédio da Escola Leovegildo de Melo sofria com refeitórios acanhados, salas de aula deterioradas pelo calor e escassez crônica de ferramentas dinâmicas de pesquisa. A realidade atual inseriu quadras poliesportivas revitalizadas, mobiliário ergonômico novo e metodologias ativas que facilitam a criação de apresentações e seminários digitais.

A engenharia estrutural converteu-se diretamente em avanços nos índices de proficiência monitorados pelas bancas federais. O diretor da escola cívico-militar, Pedro Moreira dos Santos Neto, apontou que a remodelagem física atuou como catalisador para a evolução da unidade no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

A correlação entre as tecnologias implantadas e os impactos diretos na qualidade de ensino mensurada pelo Inep ficou projetada na seguinte matriz de desempenho educacional:

Ativo Tecnológico e Estrutural Funcionalidade no Cotidiano Escolar Impacto nos Indicadores Nacionais (Ideb/Saeb)
Chromebooks Individuais Pesquisas digitais em tempo real e desenvolvimento de projetos de redação. Elevação das notas de Língua Portuguesa no Saeb através do estímulo à escrita digital.
Salas Climatizadas e Mobiliário Conforto térmico estável contra as altas temperaturas da Baixada Cuiabana. Redução drástica das taxas de evasão escolar e aumento do tempo de concentração dos alunos.
Smart TVs e Internet Dedicada Exibição de conteúdos interativos, gráficos e aulas de campo virtuais. Aprimoramento do raciocínio lógico em Matemática com o suporte de softwares visuais.
Formação Continuada de Docentes Subsídio e capacitação gratuita fornecidos pela Seduc-MT. Alinhamento do corpo docente às matrizes de competência da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Professora com 11 anos de regência celebra superação de salas abafadas

O diagnóstico de evolução é chancelado pelo corpo docente da instituição. A professora Eliete Joana da Silva Marques, que leciona a disciplina de Língua Inglesa na unidade há 11 anos, rememora o período em que as atividades pedagógicas eram severamente comprometidas por panes nas instalações elétricas, salas abafadas e ausência de insumos multimídia para o ensino de idiomas. A educadora destaca que a introdução das plataformas de formação continuada oferecidas pelo Estado permitiu o refinamento das práticas de docência no contraturno.

O reflexo social nas famílias também foi dimensionado pela auxiliar administrativa Hevily Daiany Fernandes da Silva, mãe de uma das alunas da instituição. Hevily enfatiza que a infraestrutura esportiva e os simulados focados nas matrizes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) atuaram como elementos de engajamento, ampliando o interesse voluntário dos jovens pelos livros e pela rotina de estudos de longo prazo.

“A educação pública de Mato Grosso passou a ser tratada com o rigor de prioridade orçamentária e estratégica. Todo esse esforço e os bilhões de reais injetados na requalificação das escolas públicas visam dar cumprimento às metas rigorosas do nosso Plano Educação 10 Anos. O objetivo final é consolidar a nossa rede estadual entre as três melhores e mais eficientes estruturas educacionais de todo o Brasil, garantindo equidade e oportunidades reais de futuro para a nossa juventude”, declarou o governador em exercício Otaviano Pivetta.

Os relatórios técnicos de acompanhamento da Seduc-MT indicam que o modelo de governança e modernização predial aplicado na Escola Leovegildo de Melo servirá de padrão de referência para as próximas ordens de serviço de reforma que serão assinadas nas diretorias regionais de ensino. O cronograma de investimentos em tecnologia educacional e infraestrutura física seguirá em execução contínua ao longo de todo o ano letivo em Mato Grosso.

Reportagem baseada nos cadernos de monitoramento de metas do Plano Educação 10 Anos da Seduc-MT, planilhas estatísticas do Ideb emitidas pelo Inep/MEC e relatórios de distribuição de ativos tecnológicos do Governo do Estado.

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