Petrobras compra 50% do bloco Itaimbezinho no pré-sal de Campos

A Petrobras fechou acordo para adquirir metade do bloco exploratório Itaimbezinho, localizado na Bacia de Campos. A operação envolve a norueguesa Equinor e ainda depende de aprovações regulatórias.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (10) a aquisição de 50% do bloco exploratório Itaimbezinho, localizado no Polígono do Pré-Sal, na Bacia de Campos, a cerca de 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro.

O acordo foi firmado com a Equinor Brasil Energia, subsidiária da multinacional norueguesa. Nenhuma das empresas divulgou o valor da transação. Por se tratar de um bloco em fase exploratória, o campo ainda não produz petróleo.

Segundo a Petrobras, a operação reforça a estratégia de recomposição de reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras, além de ampliar parcerias no setor energético.

As duas companhias já atuam em conjunto em outros projetos na Bacia de Campos, como o projeto Raia, considerado um dos maiores empreendimentos de gás natural do país com previsão de início de produção nesta década, além da licença exploratória de Jaspe, na qual a Petrobras detém participação majoritária.

Arremate em 2025

O bloco Itaimbezinho havia sido adquirido pela Equinor em outubro de 2025, durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

No modelo de Oferta Permanente de Partilha, vence a empresa que oferece o maior percentual de excedente em óleo destinado à União. Na ocasião, a Equinor arrematou o ativo de forma individual com proposta de 6,95%.

A conclusão do negócio ainda depende de aprovação da Agência Nacional do Petróleo e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, responsáveis por avaliar aspectos regulatórios e de concorrência.

Pré-sal

O Polígono do Pré-Sal, localizado na costa do Sudeste brasileiro, concentra as principais áreas produtoras de petróleo e gás do país.

Em abril de 2026, os campos do pré-sal foram responsáveis por cerca de 82% da produção nacional, somando aproximadamente 4,614 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

O termo barril de óleo equivalente é utilizado para padronizar a medição entre petróleo e gás natural, permitindo a comparação do volume energético total produzido.

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