Petrobras muda cálculo do preço do gás e reduz reajuste esperado

A Petrobras anunciou uma nova metodologia para calcular o preço do gás natural vendido às distribuidoras, com o objetivo de reduzir a volatilidade dos reajustes. A mudança pode diminuir a alta prevista de 22% para cerca de 6% em agosto.

A Petrobras anunciou a adoção de um novo mecanismo de cálculo para o preço do gás natural fornecido às distribuidoras. A medida busca reduzir o impacto de oscilações bruscas do mercado internacional e tornar os reajustes mais previsíveis.

Com a nova metodologia, o reajuste previsto para 1º de agosto deve cair de cerca de 22% para aproximadamente 6%, segundo estimativa da própria estatal. O último reajuste aplicado havia ocorrido em 1º de maio, com alta média de 19,2%.

O novo modelo foi aprovado no dia 24 e divulgado posteriormente. A Petrobras explicou que o sistema estabelece faixas de variação para o preço do barril Brent, referência internacional do petróleo, criando limites de piso e teto para suavizar as oscilações do mercado.

Segundo a companhia, o objetivo é evitar repasses imediatos de altas expressivas ao mercado interno, reduzindo impactos ao longo da cadeia de distribuição. A estatal ressalta que a adesão ao novo modelo é voluntária por parte das distribuidoras, mediante aditivo contratual.

Mesmo com a mudança, o preço final do gás natural ao consumidor continua sujeito a outros fatores, como custos de transporte, tributos e margens de distribuição. No caso do Gás Natural Veicular (GNV), também entram na composição as margens dos postos e a regulação estadual das tarifas.

A Petrobras reforça ainda que a alteração não afeta o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de botijão.

Em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, a companhia destaca que a instabilidade no mercado de energia contribui para a volatilidade dos preços. O conflito na região afetou rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, importante corredor para o comércio global de petróleo e gás.

Diante desse contexto, o governo também adotou medidas para conter impactos ao consumidor final, incluindo ações temporárias de alívio tributário e mecanismos de compensação ao longo da cadeia de combustíveis.

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