O primeiro semestre de 2026 consolidou um avanço histórico na segurança viária de Rondonópolis. Um levantamento detalhado divulgado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) revela que o número de acidentes de trânsito despencou 32,7% entre janeiro e junho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.
A retração nos indicadores de violência urbana reflete diretamente a nova política de mobilidade e ordenamento viário adotada pela Prefeitura Municipal, impulsionada pelo cumprimento das metas do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
A redução estatística operada pelas forças de salvamento poupou centenas de cidadãos de leitos hospitalares. Em termos absolutos, o SAMU havia computado 2.173 atendimentos decorrentes de acidentes de trânsito nos primeiros seis meses de 2025. No primeiro semestre de 2026, esse montante caiu para 1.462 ocorrências — uma diferença de 711 chamados a menos na central de urgência.
O mês de março de 2026 isolou-se como o ponto de maior eficiência operacional do período, registrando um tombo de 46,37% nos acidentes. Foram apenas 266 registros contra os 496 anotados em março do ano anterior.
Preservação de vidas e queda nos óbitos em Rondonópolis
Além do alívio na infraestrutura hospitalar, a reconfiguração do trânsito — que envolveu reforço na sinalização e endurecimento da fiscalização eletrônica e humana nas avenidas estruturais — conseguiu frear o índice mais crítico: o de letalidade.
Dados oficiais do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, apontam uma redução de 16,1% nas mortes no trânsito de Rondonópolis durante o semestre:
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Primeiro semestre de 2025: 31 mortes registradas nas vias da cidade;
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Primeiro semestre de 2026: 26 vidas perdidas em decorrência de sinistros viários.
O fator TAC e a responsabilidade coletiva
A guinada nos números coincide com as intervenções estruturais desenhadas a partir do TAC com o Ministério Público, que obrigou o município a sanar gargalos históricos de engenharia de tráfego, iluminação de faixas de pedestres e instalação de redutores de velocidade em pontos críticos de atropelamento.
Apesar da tendência de queda consolidada nos relatórios do SAMU e do Governo Federal, a administração de Rondonópolis emitiu um alerta destacando que a engenharia e a fiscalização pública possuem limites práticos. Para que o município continue reduzindo as mortes no segundo semestre, a gestão reforça que é indispensável o engajamento da sociedade civil no respeito aos limites de velocidade e na erradicação da combinação entre álcool e direção.
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