Uma borracharia às margens da MT-246, em Vila Bela da Santíssima Trindade, foi parcialmente destruída por um incêndio na madrugada desta quinta-feira (26). O imóvel pertence ao pai de Bruno da Silva Santos, de 41 anos, executado no mesmo endereço no dia 9 de janeiro. Apesar da gravidade do episódio, não houve registro de feridos.
A ocorrência mobilizou equipes após moradores relatarem movimentação suspeita na região por volta das 2h30. Segundo informações da Polícia Militar, um vizinho afirmou ter ouvido disparos de arma de fogo nas proximidades da ponte que dá acesso ao bairro Jardim Aeroporto. Pouco depois, as chamas começaram a se espalhar pelo estabelecimento.
No local, o proprietário, conhecido como “Vasquinho”, contou aos policiais que um veículo parou em frente ao comércio momentos antes do incêndio ganhar força. A sequência — tiros, carro suspeito e fogo — levantou a suspeita de ação criminosa direcionada.
O fogo não se limitou ao prédio principal. As chamas também atingiram o imóvel vizinho, onde funcionava uma antiga igreja, ampliando os danos materiais. A situação exigiu reforço no combate às labaredas.
Equipes do Corpo de Bombeiros de Pontes e Lacerda, com apoio de caminhões-pipa da Prefeitura de Vila Bela da Santíssima Trindade, atuaram no controle do incêndio até a completa extinção dos focos. A rápida resposta evitou que o fogo se alastrasse para outras estruturas próximas.
O caso ocorre pouco mais de um mês após o homicídio de Bruno da Silva Santos, morto a tiros no interior da própria borracharia. A Polícia Civil apura agora se o incêndio tem relação direta com a execução registrada em janeiro. Até o momento, ninguém foi preso.
Em cidades do interior de Mato Grosso, ataques contra imóveis ligados a vítimas de homicídio costumam ser tratados com cautela pelas forças de segurança, principalmente quando há indícios de possível retaliação. A investigação deve analisar imagens, ouvir testemunhas e verificar a existência de câmeras ou outros elementos que possam ajudar a identificar os responsáveis.
Conforme informado pelas autoridades que atenderam a ocorrência, a prioridade agora é esclarecer se houve premeditação e se o incêndio integra o mesmo contexto criminal da morte ocorrida no início do ano. A Polícia Civil segue à frente do inquérito.
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