O Tribunal do Júri da Comarca de Nobres (123 km de Cuiabá) condenou o réu a 35 anos de reclusão em regime fechado pelo crime de feminicídio qualificado praticado contra sua esposa, Tainara Raiane da Silva. O julgamento, realizado nesta quinta-feira (27), resultou na aplicação da pena máxima devido à extrema brutalidade dos fatos.
O crime hediondo aconteceu dentro da residência do casal, apenas três meses após o nascimento da filha. Segundo a sentença, o condenado amarrou a vítima com um cinto, jogou álcool sobre o corpo dela e ateou fogo, causando queimaduras em 88% do corpo da mulher. A vítima não teve qualquer possibilidade de defesa, o que foi um fator agravante no julgamento.
O Conselho de Sentença reconheceu três qualificadoras: emprego de fogo (meio cruel), recurso que dificultou a defesa da vítima (o ato de amarrar) e o fato de o crime ter sido cometido no período pós-parto (aproveitando a vulnerabilidade da vítima).
O promotor de Justiça, Willian Ogudo Ogama, destacou que a pena elevada reflete a gravidade da conduta e a necessidade de reafirmar que a violência doméstica é intolerável. O réu, que tinha menos de 21 anos na época, teve a execução da pena decretada de forma imediata.





















