Lula critica guerras e diz que pobres não podem pagar por conflitos

Durante fórum na Espanha, o presidente afirmou que os impactos das guerras recaem sobre populações mais vulneráveis e defendeu o fortalecimento do multilateralismo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, neste sábado (18), os conflitos armados em andamento no mundo e afirmou que as consequências dessas guerras recaem principalmente sobre a população mais pobre. A declaração foi feita durante participação no Fórum Democracia Sempre, realizado em Barcelona, na Espanha.

Em seu discurso, Lula destacou que decisões tomadas em cenários de guerra têm impactos econômicos globais, afetando diretamente itens básicos como alimentos e combustíveis. Segundo ele, essas consequências atingem de forma mais severa as camadas mais vulneráveis da sociedade.

O presidente também ressaltou que o mundo enfrenta desafios urgentes, como a fome, o analfabetismo e a falta de acesso a vacinas, e afirmou que a escalada de conflitos não contribui para resolver essas questões. Ele lembrou que o número de guerras atualmente é o maior desde a Segunda Guerra Mundial.

Lula defendeu maior atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), sugerindo a convocação de reuniões extraordinárias para tratar dos conflitos internacionais. Ele também criticou ações unilaterais de países e reforçou a necessidade de decisões coordenadas no âmbito multilateral.

O presidente citou conflitos recentes, como a guerra na Ucrânia, a situação na Faixa de Gaza e tensões no Oriente Médio, e afirmou que nenhum país deve impor regras a outros sem diálogo internacional.

Outro ponto abordado foi a regulação das plataformas digitais. Lula afirmou que a disseminação de desinformação tem prejudicado processos democráticos e defendeu que a ONU lidere discussões globais para estabelecer regras comuns.

O Fórum Democracia Sempre reúne líderes de países como Espanha, Brasil, Colômbia, Chile e Uruguai, além de representantes de outras nações. O encontro busca discutir estratégias para o fortalecimento da democracia e da cooperação internacional.

Após a agenda na Espanha, Lula segue para a Alemanha, onde participará de um evento internacional de tecnologia industrial. A viagem será encerrada em Portugal, com encontros com autoridades locais.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.