O governo federal lançou, nesta terça-feira (12), o programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma nova estratégia nacional voltada ao enfrentamento de facções e redes criminosas em todo o país. A iniciativa reúne ações integradas entre diferentes níveis de governo e órgãos de segurança.
Entre as medidas anunciadas estão o reforço das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), a ampliação de equipamentos operacionais e a reestruturação de unidades prisionais. O plano também prevê operações mensais integradas e a criação de comitês especializados em investigação financeira e recuperação de ativos até setembro.
Segundo o Palácio do Planalto, a estratégia está organizada em quatro eixos principais: asfixia financeira das organizações criminosas, fortalecimento do sistema prisional, qualificação da investigação de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.
O governo informou que serão destinados R$ 1,06 bilhão em investimentos diretos ainda este ano, além de uma linha de crédito de R$ 10 bilhões voltada à segurança pública, por meio do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social.
O eixo financeiro concentra ações para enfraquecer a base econômica das facções, incluindo o fortalecimento das Ficcos, criação de forças interestaduais e ampliação do uso de tecnologias para análise de dados e recuperação de ativos. Também está prevista a intensificação da alienação de bens apreendidos em atividades criminosas.
No sistema prisional, a previsão é investir R$ 330,6 milhões em 2026 para ampliar o controle sobre unidades estratégicas. O objetivo é elevar 138 presídios ao padrão de segurança máxima, com reforço tecnológico e operacional para impedir articulações criminosas dentro das unidades.
O terceiro eixo busca melhorar a investigação de crimes letais, com cerca de R$ 201 milhões destinados ao fortalecimento da perícia e das polícias científicas. Entre as ações estão a modernização de institutos médico-legais, ampliação de bancos de dados genéticos e integração de sistemas de análise balística.
Já o combate ao tráfico de armas, munições e explosivos contará com aproximadamente R$ 145 milhões. O plano inclui a criação de uma rede nacional de enfrentamento ao tráfico, fortalecimento de sistemas de rastreamento e operações integradas entre forças de segurança.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública destaca que o modelo se baseia em experiências anteriores consideradas bem-sucedidas, como operações contra organizações criminosas e o reforço do sistema prisional federal. Segundo a pasta, a estratégia busca ampliar a cooperação entre União, estados e municípios para reduzir a capacidade de atuação das facções.
O cronograma prevê ainda operações mensais integradas e a instalação dos comitês de investigação financeira em diferentes estados até o mês de setembro.
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