TJMT faz inventário de 1,5 mil árvores no Fórum de Várzea Grande para zerar emissões de carbono

Monitoramento das árvores reforça a compensação de carbono e orienta ações ambientais do Judiciário.

O Poder Judiciário estadual avançou na execução de seu planejamento de sustentabilidade urbana e mitigação de impactos climáticos. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) deu sequência ao inventário florestal do projeto CompensaJud na área verde do Fórum da Comarca de Várzea Grande. A nova etapa técnica realiza o monitoramento contínuo do desenvolvimento das árvores nativas plantadas no perímetro e reúne dados biométricos que servirão de base científica para o cálculo exato da compensação das emissões de gases de efeito estufa e para balizar futuras expansões da iniciativa ecológica.

O levantamento de campo integra as metas estruturais do Plano de Descarbonização do Judiciário. A iniciativa pioneira fortalece as ações governamentais voltadas à sustentabilidade em Mato Grosso, servindo como modelo de responsabilidade ambiental para outras instituições públicas e corporações privadas da Baixada Cuiabana.

Inventário florestal monitora 1.500 mudas do Cerrado em Várzea Grande

O inventário florestal é executado em uma área institucional de aproximadamente 10 mil metros quadrados, espaço que recebeu o plantio planejado de 1.500 mudas de espécies nativas do Cerrado em outubro do ano passado. No atual estágio de monitoramento, cada árvore recebe uma placa de identificação individual e passa por medições periódicas de altura e diâmetro para avaliar a taxa de sobrevivência, o ganho de biomassa e o potencial real de captura de carbono.

Segundo a administração do TJMT, a manutenção desse monitoramento rigoroso cumpre exigências internacionais para comprovar os resultados ambientais do programa CompensaJud. Os relatórios gerados fornecem as informações técnicas necessárias para estimar o volume de dióxido de carbono que será retirado da atmosfera ao longo do ciclo de crescimento das espécies lemosas.

Restauração ambiental atinge 90% de sobrevivência antes do período seco

Os primeiros levantamentos estatísticos consolidados pelos técnicos apontam resultados altamente positivos para a arborização do Fórum. Cerca de 90% das mudas florestais apresentam bom desenvolvimento vegetativo, um índice de pegamento considerado expressivo para projetos de restauração ambiental em áreas urbanas antropizadas.

Com a conclusão desta fase de medições prevista para os próximos 30 dias, as equipes de infraestrutura do tribunal iniciarão um cronograma intensivo de manejo florestal. O objetivo é blindar a saúde da vegetação e garantir a sobrevivência das plantas durante o rigoroso período seco e de altas temperaturas que atinge a região.

As principais frentes de manejo e tratos culturais programadas para o ecossistema urbano foram divididas na listagem abaixo:

  • Sistemas de Irrigação: Fornecimento regular de água para suprir o déficit hídrico do solo durante os meses de estiagem severa;
  • Adubação de Cobertura: Reposição de nutrientes essenciais na projeção da copa para acelerar o desenvolvimento radicular das árvores;
  • Controle de Plantas Invasoras: Operações de capina e coroamento ao redor das mudas para evitar a competição por água e luz;
  • Podas de Formação: Intervenções cirúrgicas quando necessárias para garantir o direcionamento correto do fuste e a segurança das instalações do Fórum.

Aroeira, Jatobá e Ipê restabelecem a fauna local no Cerrado

O mix florestal cultivado na comarca priorizou o resgate da flora regional, englobando árvores de grande porte como a aroeira, o gonçaleiro, o jatobá, o angico e variedades de ipê, além de outras espécies típicas do Cerrado. O acompanhamento biológico já aponta os primeiros impactos ecológicos positivos, com o retorno gradual da fauna nativa à área em recuperação, incluindo o registro de aves predadoras e dispersoras como corujas, gaviões e tucanos.

Além da retenção física de carbono, a cobertura vegetal do solo cumpre funções ecossistêmicas vitais no ambiente urbano. As raízes profundas aumentam a infiltração da água da chuva no lençol freático, mitigam o efeito das ilhas de calor ao reduzir a temperatura local, melhoram o microclima do entorno do Fórum de Várzea Grande e fortalecem a biodiversidade da região.

O resumo das metas institucionais e dos parâmetros técnicos do programa ecológico foi consolidado na tabela analítica abaixo:

Diretriz do Programa CompensaJud Métricas e Metas Estabelecidas (Várzea Grande) Resolução / Alinhamento Normativo
Área de Preservação 10.000 m² de floresta urbana com 1.500 árvores. Restauração do bioma Cerrado dentro do perímetro urbano.
Meta de Carbono Zero Alcançar a neutralidade absoluta de carbono até 2030. Cumprimento da Resolução nº 594/2024 do CNJ.
Frequência de Inventário Monitoramento técnico anual de biomassa e crescimento. Cálculo matemático de mitigação de gases estufa do TJMT.
Polos em Implantação Comarcas piloto de Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Base de dados para expansão das políticas de sustentabilidade.

As informações extraídas das planilhas de monitoramento anual do CompensaJud serão auditadas e inseridas no Relatório de Desempenho Ambiental do Poder Judiciário. Outras atualizações sobre investimentos em energia solar nos prédios públicos, ações do núcleo de sustentabilidade do Tribunal de Justiça e pautas de meio ambiente no estado podem ser conferidas diretamente na cobertura de Mato Grosso.

Reportagem baseada em relatórios de monitoramento de biomassa florestal do CompensaJud, planos de gestão de logística sustentável e atos normativos de descarbonização emitidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em conformidade com as metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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