Alerj define eleição para presidência na sexta-feira (17)

Colégio de Líderes da Alerj marcou para sexta-feira a eleição que definirá o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A decisão ocorre após mudanças provocadas por decisões judiciais envolvendo a presidência da Casa.

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) definiu que a eleição para escolha do novo presidente da Casa será realizada na próxima sexta-feira (17), às 11h. A decisão foi tomada pelo Colégio de Líderes em reunião realizada nesta quarta-feira (15), com participação de todas as representações partidárias.

O encontro foi conduzido pelo presidente em exercício da Alerj, deputado Guilherme Delaroli (PL), e resultou na deliberação que será formalizada e publicada no Diário Oficial do Legislativo.

Durante a mesma reunião da Mesa Diretora, o deputado Renan Jordy (PL) foi efetivado como suplente na composição da Casa.

A definição do novo pleito ocorre após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) homologar, por unanimidade, na terça-feira (14), o resultado da retotalização dos votos para deputado estadual referente às eleições de 2022. O procedimento foi determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 31 de março.

Segundo o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, não houve contestação de partidos ou federações contra a retotalização, que foi consequência direta da decisão do TSE que resultou na cassação do diploma do deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj.

Em etapa anterior, a Assembleia havia eleito o deputado Douglas Ruas (PL) para a presidência em 26 de março, mas a escolha foi anulada pela Justiça do Rio de Janeiro por não atender aos trâmites exigidos por instâncias superiores. A decisão foi assinada pela então presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargadora Suely Lopes Magalhães.

A cassação de Bacellar ocorreu no âmbito de um processo que investigou o uso irregular de recursos da Fundação Ceperj, apontados como destinados de forma eleitoreira.

O TSE também declarou a inelegibilidade por oito anos do ex-governador Cláudio Castro, do então presidente da Ceperj Gabriel Rodrigues Lopes e do próprio Bacellar.

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