A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) empossou, nesta quarta-feira (22), o enfermeiro Dejamir Soares (PSDB). O novo parlamentar ocupa a cadeira pelos próximos 30 dias, durante a licença do deputado Juca do Guaraná, e chega com o compromisso de priorizar o combate às filas de espera na saúde pública do estado.
Com trajetória marcada pelo movimento sindical e atuação direta na ponta do sistema de saúde, Dejamir utilizou seu primeiro discurso para denunciar a gravidade do acesso a diagnósticos especializados em Mato Grosso.
Projeto estabelece teto para espera de exames
A principal bandeira do parlamentar em sua curta gestão será um Projeto de Lei que ataca o gargalo dos exames de alta complexidade. A proposta estabelece um prazo máximo de 60 dias para que o Estado realize exames essenciais. Caso a rede pública não consiga cumprir o prazo, o texto prevê:
- Rede Privada: O atendimento deverá ser realizado obrigatoriamente na iniciativa privada;
- Custeio Estadual: Os custos do procedimento serão cobertos integralmente pelos cofres públicos;
- Fim da Fila: O foco é evitar o agravamento de doenças por falta de diagnóstico precoce.
Filas de até três anos
Dejamir relatou situações críticas onde pacientes aguardam até três anos por uma tomografia ou ressonância magnética. “A demora no diagnóstico é, muitas vezes, uma sentença de morte. Vemos pacientes perdendo a vida na fila antes mesmo de saberem exatamente o que precisam tratar”, afirmou o deputado.
Voz para a Enfermagem no Parlamento
A posse foi celebrada por outros parlamentares como um avanço para a representatividade da categoria. Como profissional da enfermagem, Dejamir traz para o debate legislativo a visão de quem lida diariamente com a precariedade das unidades de saúde e a valorização profissional da maior classe da saúde brasileira.
A chegada do suplente faz parte do sistema de rodízio da ALMT, que permite que diferentes lideranças regionais e setoriais contribuam com o debate político de Mato Grosso ao longo da legislatura.
A reportagem do CenárioMT seguirá acompanhando a tramitação do projeto dos 60 dias. Você acredita que a rede privada deve ser utilizada pelo Estado para zerar as filas de exames? Comente sua opinião abaixo.
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