O cenário político de Mato Grosso entra em uma semana decisiva. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou que assumirá o comando do Palácio Paiaguás na próxima terça-feira (31), após a renúncia de Mauro Mendes (União Brasil), que deixa o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal.
Pivetta antecipou que a nova composição do secretariado será anunciada oficialmente no mesmo dia da posse. A expectativa é de que ocorram, no mínimo, cinco trocas em pastas estratégicas, motivadas pela necessidade de desincompatibilização de secretários que pretendem disputar as eleições de outubro.
Preparado para o desafio: “Vou me apresentar para todo o povo mato-grossense, contar minha história. As pessoas vão ver se eu tenho ou não preparo para governar Mato Grosso”, afirmou Pivetta durante evento em Cuiabá.
Quem deve deixar o secretariado?
Embora Pivetta fale em cinco mudanças, os bastidores políticos indicam que até seis nomes podem deixar o primeiro escalão do governo para focar na campanha eleitoral:
| Secretário | Pasta |
|---|---|
| Fábio Garcia | Casa Civil |
| Rogério Gallo | Fazenda |
| Gilberto Figueiredo | Saúde |
| Alan Porto | Educação |
| César Roveri | Segurança Pública |
| Allan Kardec | Ciência e Tecnologia |
Corrida ao Palácio Paiaguás
Ao assumir o governo, Pivetta ganha “musculatura” administrativa e visibilidade para consolidar seu projeto de reeleição. Ele terá pela frente adversários de peso já posicionados na corrida eleitoral de 2026, como o senador Wellington Fagundes (PL), o senador Jayme Campos (União) e a médica Natasha Slhessarenko (PSB).
A gestão de Pivetta nos próximos meses será o principal cartão de visitas para o eleitorado, especialmente em redutos onde a força do agronegócio e a eficiência administrativa são critérios decisivos de voto. O anúncio oficial da próxima terça-feira será o primeiro grande ato político de sua nova caminhada.
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