Narcofluxo: pf prende influenciadores em operação contra lavagem de dinheiro bilionária

A Polícia Federal deflagrou uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 1,6 bilhão. Entre os alvos estão influenciadores e artistas ligados ao funk nacional.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Narcofluxo, que resultou na prisão de influenciadores e artistas investigados por participação em um esquema de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras ilegais estimadas em mais de R$ 1,6 bilhão.

Entre os detidos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além do influenciador Raphael Sousa Oliveira, conhecido por ser o criador da página Choquei, e Chrys Dias, produtor ligado a MC Ryan SP.

MC Ryan SP, de 25 anos, foi preso durante uma festa no litoral paulista, na região da Riviera de São Lourenço, em Bertioga. O artista é um dos nomes de destaque do funk nacional e reúne milhões de seguidores nas redes sociais.

Durante a ação, foram apreendidos veículos de alto valor, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos e outros bens. As autoridades também encontraram itens de luxo e materiais ligados às investigações.

No Rio de Janeiro, MC Poze do Rodo foi preso em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes. A operação foi realizada simultaneamente em nove estados brasileiros.

Segundo a Polícia Federal, a Justiça expediu 39 mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. Até o momento, 33 mandados foram cumpridos, e as equipes seguem em busca dos demais alvos.

Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, de acordo com a PF.

As investigações apontam que o grupo utilizava um sistema sofisticado para ocultar a origem dos recursos, envolvendo transações em dinheiro vivo, operações financeiras de alto valor e uso de criptoativos.

De acordo com o delegado Marcelo Maceiras, responsável pelo caso, a operação é um desdobramento da investigação anterior conhecida como Narcobet, que apurava estruturas financeiras ligadas a atividades ilegais, incluindo apostas e rifas online.

O delegado explicou ainda que pessoas com grande visibilidade pública eram usadas para promover empresas e movimentar recursos, facilitando a inserção do dinheiro ilícito no sistema financeiro formal.

As autoridades também identificaram a utilização de empresas intermediárias e terceiros para dificultar o rastreamento dos valores e ocultar a origem dos recursos.

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