O julgamento dos acusados pelo assassinato do contraventor Fernando de Miranda Iggnacio começa nesta quinta-feira (9), às 11h, no 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O crime, ocorrido em novembro de 2020, está relacionado à disputa pelo controle do jogo do bicho no estado.
Iggnacio foi morto no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, enquanto retornava de sua casa de veraneio em Angra dos Reis, na Costa Verde, onde passava fins de semana. Ele era genro de Castor de Andrade, um dos antigos chefes do jogo do bicho no Rio, que faleceu em 1997, provocando uma disputa familiar pela herança.
Réus
Os réus Rodrigo Silva das Neves, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro vão responder perante o júri popular. A execução do crime foi ordenada por Rogério de Andrade, responsável pelo controle do jogo do bicho e máquinas caça-níquel em Bangu, zona oeste da capital fluminense.
Emboscada
Segundo a denúncia, na manhã do crime, os acusados chegaram de carro e três deles invadiram um terreno baldio ao lado do heliporto, armados com pelo menos dois fuzis. Após aguardarem cerca de quatro horas, Iggnacio desembarcou de seu helicóptero e foi atingido por três disparos, incluindo um na cabeça.
Marcio Araujo de Souza, responsável pela segurança de Rogério de Andrade, contratou os demais denunciados para executar o assassinato. A investigação revelou que Rodrigo das Neves e Ygor da Cruz já atuaram como seguranças da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, cujo patrono é Rogério de Andrade. Todos os seis acusados respondem por homicídio qualificado.
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