O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que a Câmara dos Deputados apresente, em até 48 horas, esclarecimentos sobre a viagem internacional do deputado Mário Frias (PL-SP) ao Bahrein e aos Estados Unidos.
Em entrevista ao SBT News, Frias afirmou que esteve no Bahrein para tratar de possíveis investimentos no Brasil e que, atualmente, está nos Estados Unidos para discutir a prospecção de investimentos na área de segurança pública. O parlamentar também declarou que deve retornar ao país nos próximos dias, reforçando que possui compromissos familiares e que está disposto a prestar esclarecimentos.
A decisão de Dino foi tomada após dificuldades do oficial de Justiça em localizar o deputado para notificá-lo. As tentativas ocorreram ao longo da última semana e incluíram contatos telefônicos com o gabinete e diligências presenciais em Brasília, onde foi informado que Frias não reside no endereço há cerca de dois anos.
O parlamentar é alvo de uma apuração preliminar no STF que investiga possível desvio de finalidade na destinação de cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora Go Up Entertainment. A empresa é responsável por um filme ainda inédito sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O caso chegou ao Supremo a partir de uma representação apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Segundo a investigação, há suspeitas sobre a aplicação dos recursos públicos em atividades associadas à produção audiovisual.
Mário Frias nega qualquer irregularidade e afirma que a destinação das emendas segue critérios legais. Ele cita um parecer da Advocacia da Câmara que não aponta inconsistências formais na operação.
Em outro contexto relacionado ao ambiente político em que o caso ganhou repercussão, reportagens anteriores mencionaram a divulgação de conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre financiamento de produções audiovisuais. O senador negou ter negociado vantagens indevidas e afirmou que os recursos mencionados seriam de origem privada.
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