Nova fronteira: pequenos produtores de Várzea Grande estudam cultivo de café para diversificar renda

Em parceria com o BID, programa estadual é apresentado a assentamentos e comunidades tradicionais como alternativa econômica para o campo

A agricultura familiar de Várzea Grande está desenhando uma mudança de estratégia para os próximos anos. Um grupo de pequenos produtores rurais reuniu-se na manhã desta terça-feira (7), no auditório do Parque Bernardo Berneck, para avaliar a entrada do município no programa MT Produtivo — uma iniciativa do Governo do Estado financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A grande novidade do plano é o estímulo à implantação da cultura do café em terras várzea-grandenses.

O projeto piloto foca em levar novas alternativas de mercado para localidades que tradicionalmente vivem da subsistência ou de culturas de ciclo curto. Nesta primeira etapa, participaram agricultores dos assentamentos e comunidades de:

  • Limpo Grande

  • Sadia I

  • Sadia III

  • Dorcelina Folador

O fim da dependência da monocultura

O modelo apresentado pela cooperativa Cooplider foca no gerenciamento de risco no campo. A lógica é simples: o produtor que depende de apenas um tipo de alimento fica vulnerável às oscilações de preço do mercado e às quebras de safra causadas pelo clima.

A chegada da cultura cafeeira e o fortalecimento das cadeias que já operam na região funcionam como um colchão de segurança financeira para os assentados.

“Quando o produtor diversifica sua produção, ele amplia as oportunidades de comercialização e fortalece a renda da família. O papel do poder público é justamente oferecer orientação, assistência e buscar parcerias para que esses projetos cheguem até quem produz”, pontuou o coordenador de Desenvolvimento Rural, Leandro Silva.

Estrutura técnica e fomento governamental

Para que o cultivo de novas plantas prospere na Baixada Cuiabana, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável informou que o suporte não ficará restrito às palestras teóricas. A Prefeitura atuará na entrega de insumos corrigidos, maquinário agrícola e no acompanhamento de engenheiros agrônomos nas propriedades.

O secretário da pasta, Ricardo Costa Amorim, avalia que o município precisa atuar como um facilitador de grandes fundos de investimentos, como o do BID, para que o dinheiro chegue à ponta da cadeia.

“Nosso objetivo é criar condições para que o agricultor familiar produza mais, diversifique sua produção e aumente sua renda. A Prefeitura é parceira desse processo, oferecendo apoio técnico e aproximando os produtores de programas que trazem desenvolvimento”, afirmou Amorim.

O encontro desta terça-feira abre um cronograma de visitas técnicas que as equipes de extensão rural farão diretamente nas associações de moradores para mapear quais propriedades têm solo e capacidade hídrica para receber as novas mudas.

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