Conheça o plano para proteger as passarelas suspensas e os animais do Parque Flor do Ipê durante a seca

Principal pulmão verde do Grande Cristo Rei, em Várzea Grande, recebe manutenção estrutural com madeira de alta durabilidade e ações de prevenção contra queimadas

Quem caminha pelos 750 metros de passarelas elevadas do Parque Flor do Ipê, em Várzea Grande, já percebe a movimentação de equipes técnicas nesta semana.

O município iniciou uma força-tarefa de manejo ambiental e engenharia preventiva que vai até sexta-feira (10). O objetivo é duplo: garantir que a estrutura de madeira resista ao tempo e criar uma barreira de proteção para conter o risco de incêndios florestais, comuns nesta época de estiagem.

O parque é uma unidade de conservação urbana com 19 hectares. Desse total, cerca de quatro hectares são formados por áreas alagadiças, o que exigiu a construção das famosas trilhas suspensas para permitir que a população caminhe pela mata nativa sem impactar o solo e a vegetação rasteira.

Troca de piso por madeira nobre

Para aumentar a segurança de quem frequenta o local para atividades físicas ou contemplação, os operários estão substituindo as tábuas antigas e desgastadas das passarelas por itaúba. A escolha da matéria-prima não foi por acaso: a itaúba é uma madeira pesada e altamente resistente à umidade e ao ataque de pragas, o que amplia drasticamente a vida útil da estrutura ao ar livre.

Coordenando os trabalhos em campo, o fiscal ambiental Edmilson Pinheiro explica que o momento exige atenção com o que cai das árvores:

“A limpeza é fundamental para reduzir o acúmulo de material vegetal seco, principalmente no período de estiagem, quando o risco de incêndios aumenta. Paralelamente, estamos substituindo tábuas da passarela por madeira de itaúba, que oferece maior resistência e amplia a vida útil da estrutura”, pontua.

Proteção à fauna: por que o parque fecha às 18h?

Diferente de praças comuns, o Parque Flor do Ipê serve de abrigo para uma fauna silvestre diversa, incluindo famílias de macacos, esquilos, aves e até tamanduás-mirins. Para que a presença humana não desregule o relógio biológico desses animais, o horário de funcionamento é rigidamente controlado.

“O parque funciona diariamente, das 5h às 18h, e essa limitação de horário é necessária para preservar os hábitos da fauna que vive na unidade de conservação, reduzindo os impactos sobre os animais e assegurando o equilíbrio ambiental”, esclarece o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim.

🚷 Manual de Convivência: O que é proibido no parque?

Como se trata de um santuário ecológico e não de um complexo esportivo comum, existem duas regras cruciais que costumam gerar dúvidas nos visitantes, mas que são fundamentais para a segurança de todos:

  • Bicicletas estão vetadas: A circulação de ciclistas é proibida tanto nas passarelas de madeira quanto nas pistas de caminhada para evitar acidentes com pedestres.

  • Animais domésticos não entram: Cães e gatos de estimação não podem acessar o parque. A medida protege os animais da casa de doenças da mata e evita que eles assustem ou ataquem as espécies silvestres residentes.

O parque conta ainda com playground infantil, quadra esportiva e mesas para jogos de tabuleiro. A entrada é gratuita todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados.

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