Saude mental infantojuvenil entra na pauta da ALMT

Especialistas e autoridades discutem ampliação da rede de atendimento para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Como ampliar o atendimento para crianças e adolescentes com transtornos psicológicos? Essa foi a pergunta central debatida na Assembleia Legislativa durante reunião sobre saúde mental infantojuvenil.

A Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial realizou o primeiro encontro ordinário de 2026 para discutir a ampliação da rede de atendimento em Mato Grosso. Especialistas e autoridades destacaram a necessidade de novos leitos, implantação de unidades de atenção psicossocial e fortalecimento da rede pública voltada a crianças e adolescentes.

Ampliação da rede de atendimento

Durante o encontro, parlamentares e profissionais da área ressaltaram que, apesar de avanços recentes, ainda há desafios significativos na estrutura de saúde mental voltada ao público infantojuvenil. Entre as prioridades estão a abertura de leitos especializados e a expansão dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

A avaliação é de que a demanda por atendimento psicológico e psiquiátrico entre jovens tem crescido, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. Por isso, o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial é considerado essencial para ampliar o acesso ao tratamento.

Acompanhamento contínuo após o tratamento

Especialistas destacaram que o cuidado com a saúde mental não deve se limitar a atendimentos emergenciais. O acompanhamento após a alta médica é considerado fundamental para garantir a recuperação e evitar recaídas.

Segundo profissionais da área, o tratamento exige abordagem multidisciplinar e monitoramento constante da evolução dos pacientes. Entre os fatores analisados estão:

  • avaliação psicológica e psiquiátrica contínua;
  • acompanhamento nutricional;
  • apoio social e familiar;
  • monitoramento cognitivo e comportamental.

Casos atendidos em unidades especializadas mostram que muitas crianças chegam em situação extremamente delicada, frequentemente associada a histórico de violência ou negligência. Esse cenário reforça a necessidade de uma rede de proteção mais ampla.

Infraestrutura e investimentos

Outro ponto debatido foi a necessidade de acelerar obras e ampliar estruturas destinadas ao atendimento em saúde mental. Um dos exemplos citados é a implantação de unidades de CAPS e a ampliação de serviços especializados.

Também foi discutida a criação de novos centros voltados ao atendimento de crianças e adolescentes, além da expansão de unidades em municípios que ainda não possuem esse tipo de serviço.

Entre as medidas analisadas para fortalecer a rede psicossocial estão:

  1. implantação de novos CAPS infantojuvenis;
  2. criação de unidades de atendimento em cidades de médio porte;
  3. expansão da rede psicossocial para municípios menores;
  4. instalação de leitos especializados em hospitais públicos.

Desafio regional

Autoridades destacaram que a falta de estrutura não é um problema restrito à capital. Municípios do interior também enfrentam dificuldades para garantir atendimento adequado em saudemental, o que exige maior articulação entre governos municipais e instituições públicas.

Entre as propostas discutidas está a ampliação de serviços em cidades que ainda não possuem atendimento especializado, especialmente municípios com menos de 15 mil habitantes.

Prioridades para 2026

Entre as ações previstas estão a implantação de novos leitos hospitalares para atendimento psicológico e psiquiátrico, além da ampliação da rede psicossocial com funcionamento ampliado.

A expectativa é que as medidas contribuam para reduzir a sobrecarga do sistema e garantir atendimento mais rápido para crianças e adolescentes que enfrentam transtornos emocionais ou psicológicos.

A discussão sobre saúde mental infantojuvenil deve continuar ao longo do ano com novas reuniões e propostas de políticas públicas.

O que você pensa sobre a ampliação da rede de atendimento psicológico para jovens? Comente sua opinião!

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