O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu o endurecimento das leis penais após a sequência de feminicídios registrados no estado e afirmou que criminosos precisam voltar a temer a Justiça. A declaração ocorre após dois novos casos de morte de mulheres na última semana, em Cuiabá e Várzea Grande.
Segundo o governador, há uma sensação de impunidade que contribui para a escalada da violência. “Eu ainda acho que faltam leis mais duras. O cidadão tem que voltar a ter medo do Estado. O criminoso tem que pagar seus crimes com penas rigorosas”, disse Pivetta, ao comentar os casos recentes.
De acordo com dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), já foram registrados 15 feminicídios apenas nos primeiros cinco meses de 2026 no estado, o que reforça a preocupação das autoridades com o avanço desse tipo de crime.
Entre os casos mais recentes está o da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa em Cuiabá. O marido, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, confessou o crime e foi preso em flagrante pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a investigação, a vítima teria sido morta por estrangulamento com uso de abraçadeiras plásticas.
Outro caso é o de Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos, encontrada morta em um matagal em Várzea Grande. O marido, Francisco Carlos, de 67 anos, também confessou o feminicídio. Conforme a Polícia Civil, ele teria atraído a vítima até uma área de mata antes de desferir golpes de faca após uma discussão motivada por suspeita de traição.
Os dois casos seguem sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias dos crimes e deve concluir os inquéritos nos próximos dias, com encaminhamento ao Ministério Público para eventual denúncia formal.
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