Politec identifica corpo encontrado em reserva de eucaliptos após 30 dias em Diamantino

Perícia da Politec identificou Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, desaparecido desde 3 de abril, após 48h de análise em Diamantino, em Mato Grosso

Um trabalho de alta complexidade técnica realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec-MT) permitiu a identificação de um corpo encontrado em avançado estado de decomposição no município de Diamantino. Através do cruzamento de impressões digitais, os peritos confirmaram a identidade de Paulo Cristian Leandro Barboza Braga, de 25 anos, natural de Iacri (SP), que estava desaparecido desde o dia 3 de abril.

O cadáver foi localizado no último dia 7 de maio, ocultado em uma região de reserva florestal de eucaliptos. Devido ao tempo de exposição aos elementos e ao estado do corpo, o reconhecimento visual era inviável, tornando a perícia papiloscópica a via principal para a identificação oficial.

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A Ciência contra a Decomposição

Para viabilizar a coleta das digitais em um corpo enterrado há mais de 30 dias, a equipe da Politec aplicou técnicas especializadas de reidratação e recuperação de tecidos. Esse processo laboratorial é necessário para restaurar a textura da pele dos dedos, permitindo o decalque das papilas dérmicas mesmo em condições extremas.

O procedimento, realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Diamantino, levou cerca de 48 horas de dedicação técnica. O trabalho foi conduzido pela papiloscopista Isabela Mendes Pacheco Narita (unidade de Nova Mutum), com o suporte do papiloscopista Osmair de Gois (unidade de Lucas do Rio Verde).

Ficha Técnica da Ocorrência Detalhes
Vítima Paulo Cristian Leandro Barboza Braga
Data do Desaparecimento 03 de abril de 2026
Data do Achado 07 de maio de 2026
Técnica Utilizada Papiloscopia com reidratação de tecidos

Resposta à Família e à Justiça

A gerente regional da Politec de Nova Mutum, Núbia Miranda, destacou que a resposta técnica rápida é fundamental para amenizar o sofrimento dos familiares e dar materialidade aos inquéritos policiais. “Este resultado reforça a importância da identificação humana como ferramenta eficiente, segura e humanizada dentro da ciência forense”, afirmou a gestora.

Com a identidade confirmada, o caso agora avança para a fase de investigação das circunstâncias da morte pela Polícia Civil, buscando esclarecer se houve crime e quem seriam os responsáveis pela ocultação do cadáver em Mato Grosso.

A capacidade da nossa perícia em identificar vítimas em estados tão avançados de decomposição é um pilar essencial para que crimes não fiquem impunes. Você acredita que as delegacias do interior de Mato Grosso deveriam ter laboratórios de papiloscopia próprios para agilizar ainda mais esses casos, ou o modelo atual de gerências regionais (como Nova Mutum e Diamantino) já atende bem a demanda? Deixe sua opinião nos comentários.

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