Foragido há anos, pai acusado de estuprar a filha em Alto Garças é preso em fazenda

A Polícia Civil confirmou a prisão de um homem de 50 anos, em Alto Garças, investigado por abusar da própria filha durante quatro anos após denúncia registrada em 2018.

A repressão a crimes de natureza sexual no ambiente doméstico, a quebra de ciclos de impunidade baseada no monitoramento de áreas rurais e o cumprimento de mandados de prisão de longa data pautaram a ação policial na região Sul do estado. A Polícia Judiciária Civil confirmou a captura e prisão de um homem de 50 anos, acusado de estuprar a própria filha de forma continuada ao longo de quatro anos, no município de Alto Garças.

O suspeito, que se encontrava na condição de foragido da Justiça, foi localizado e detido pelas equipes de investigação na tarde de quinta-feira (25 de junho), em uma propriedade agropecuária da zona rural.

Abusos contra a menor começaram quando a vítima tinha 13 anos de idade

Os dados históricos do inquérito policial apontam que a denúncia formalizada contra o agressor foi registrada em janeiro de 2018, momento em que a vítima quebrou o silêncio e procurou a delegacia da Polícia Civil para relatar a rotina de abusos a que era submetida. Conforme os depoimentos colhidos pelas equipes especializadas, a violência sexual teve início quando a adolescente contava com apenas 13 anos de idade, estendendo-se por quase meia década sob forte coação psicológica e ameaças.

Logo após a instauração do procedimento investigativo e a decretação da ordem de prisão preventiva pelo Poder Judiciário, o homem abandonou o perímetro urbano e rompeu os canais de contato, passando a viver na clandestinidade. O núcleo de inteligência da delegacia de Alto Garças manteve a vigilância ativa sobre os vínculos do suspeito, disparando cruzamentos de dados que culminaram na descoberta de seu paradeiro recente.

Investigadores fecham o cerco em fazenda e encaminham suspeito à cadeia

O monitoramento tático indicou que o foragido havia se estabelecido como trabalhador braçal em uma fazenda distante do centro do município, utilizando a extensão territorial da zona rural como escudo de proteção contra as patrulhas ordinárias. De posse das coordenadas exatas, os policiais civis montaram uma operação de cerco na sede da propriedade, surpreendendo o investigado, que não esboçou reação no momento da abordagem.

O preso foi conduzido sob custódia para a Delegacia Municipal, onde passou pela conferência de dados civis e exames de corpo de delito. Os crimes de estupro de vulnerável no âmbito familiar impõem severas penas de reclusão.

O organograma processual e as ferramentas de denúncia voltadas à proteção de menores ficaram indexados na seguinte planilha de monitoramento de segurança pública:

Eixo da Ocorrência / Indicador Cronologia e Dados de Campo Trâmite Jurídico e Proteção Social em MT
Início dos Abusos Vítima contava com 13 anos na época dos primeiros crimes. Tipificação penal enquadrada como estupro de vulnerável (Art. 217-A do CP).
Formalização da Denúncia Janeiro de 2018 (Início do inquérito de Alto Garças). Instauração de medidas de acolhimento e suporte psicossocial à vítima.
Local da Captura Fazenda na zona rural de Alto Garças. Cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pela Comarca local.
Status Atual do Preso Homem de 50 anos detido e recolhido à unidade prisional. A disposição do Poder Judiciário; comunicação imediata ao Ministério Público.

Polícia Civil reforça a importância dos canais de denúncia anônima

Com a formalização da prisão, os autos de cumprimento do mandado foram remetidos ao juiz da comarca para a homologação da custódia. O investigado foi transferido para uma unidade prisional da região Sul, onde permanecerá isolado em regime fechado aguardando o julgamento final do processo.

As autoridades de segurança pública ressaltaram que a elucidação deste caso, mesmo anos após a denúncia inicial, demonstra o compromisso do Estado com a defesa das minorias e o combate intransigente à violência infantojuvenil.

A Polícia Civil reitera que casos de abuso ou exploração de crianças e adolescentes devem ser denunciados de forma imediata por meio do Disque 100 (Direitos Humanos), do telefone 197 da Polícia Civil ou do 190 da Polícia Militar, com garantia integral de anonimato para o informante em Mato Grosso.

Reportagem baseada nos mandados de prisão da Comarca de Alto Garças, relatórios de captura da Delegacia Municipal da PJC-MT e diretrizes de penalidades previstas no Código Penal Brasileiro.

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