O Parque Natural Municipal Florestal (PNMF), um dos maiores patrimônios ambientais de Sinop, agora faz parte oficialmente da Rota dos Primatas de Mato Grosso.
O roteiro estadual focado em turismo científico e observação de vida silvestre foi lançado nacionalmente durante a feira Avistar Brasil 2026, em São Paulo, e envolve também os municípios de Cláudia, São José do Rio Claro e Alta Floresta.
A rota é fruto de um trabalho conjunto entre o Instituto Ecótono, a Universidade Federal de Mato Grosso (GECAS-UFMT/Sinop), a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBPr) e o ICMBio (CPB), contando com o apoio estratégico do Sebrae-MT e da Prefeitura de Sinop.
Por que Sinop é um santuário para os primatas?
Mato Grosso possui 28 espécies de primatas registradas e, impressionantemente, dez delas estão concentradas em Sinop. Essa rica diversidade é explicada por dois fatores geográficos e evolutivos principais:
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O Rio Teles Pires como barreira natural: Ao longo de milhares de anos, o rio funcionou como uma divisão física. As populações de macacos de cada lado evoluíram de forma isolada, gerando espécies diferentes de macacos-aranha, saguis e zogue-zogues em cada margem.
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Zona de Transição Ecológica: Sinop está no encontro entre os biomas Amazônia e Cerrado. Isso atrai tanto espécies típicas do Cerrado (como os bugios) quanto habitantes nativos da floresta amazônica (como os macacos-aranha).
Observação de espécies ameaçadas em ambiente livre
Diferente de zoológicos, a rota propõe a observação dos animais soltos em seu habitat natural. No Parque Florestal de Sinop, turistas do mundo todo podem avistar espécies raras e ameaçadas de extinção, como:
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Sauá-de-Mato-Grosso
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Zogue-zogue-de-Vieira
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Macaco-aranha-da-cara-branca
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Macaco-aranha-da-cara-preta
🐒 Experiência internacional: “Esse segmento de turismo tem crescido muito no mundo. Ter Sinop nessa rota é fundamental para nos consolidar como um destino de ecoturismo internacional”, avalia a diretora de Turismo do município, Leidiane Viegas.
Economia verde e desenvolvimento local
A primeira etapa do projeto conta com sete pontos de visitação espalhados pelo estado. Além de incentivar a pesquisa científica e a preservação florestal comandada por Christine Steiner (Instituto Ecótono), o roteiro recebeu consultoria do Sebrae para capacitar pequenos negócios, hotéis, restaurantes e produtores da agricultura familiar.
Como pontua a analista técnica do Sebrae-MT, Kallinca Barbieri, o projeto transforma a conservação ambiental em um motor econômico sustentável que gera emprego e renda na região.
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