Em uma operação integrada entre as forças de segurança de Mato Grosso, um jovem de 25 anos investigado por estupro de vulnerável foi preso preventivamente nesta quinta-feira (2), no município de Ananindeua (PA).
O crime ocorreu em Lucas do Rio Verde e vinha sendo investigado pela Polícia Civil mato-grossense, que contou com o apoio crucial da Polícia Civil do Pará para localizar e capturar o foragido.
O caso chocou a comunidade local: uma mulher de 22 anos denunciou ter sido forçada a consumir entorpecentes antes de ser abusada sexualmente pelo próprio cunhado. Após cometer o crime, o suspeito ainda fez graves ameaças de morte contra a vítima e seus familiares.
Fuga pelas regiões Sudeste e Norte
Assim que a denúncia foi registrada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Lucas do Rio Verde, as investigações foram iniciadas. Ao perceber a movimentação policial, o suspeito fugiu do estado, escondendo-se inicialmente no Rio de Janeiro.
Diante da gravidade dos fatos, a delegada Paula de Fátima Moreira Barbosa representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi prontamente deferida pelo Poder Judiciário. Contudo, antes de ser localizado em solo carioca, o homem mudou de paradeiro novamente, deslocando-se para o Pará, onde acabou sendo rastreado e detido.
Marco para a Segurança Pública local
Coincidentemente, o cumprimento do mandado judicial marcou a primeira grande ocorrência resolvida pela nova sede da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Lucas do Rio Verde, inaugurada na mesma data da prisão.
“A união de forças entre as instituições foi essencial na ação, que reforça o compromisso da Polícia Civil com a lei e com a sociedade”, destacou a delegada Paula de Fátima.
Enquadramento Legal
O crime de estupro de vulnerável é tipificado no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro e envolve atos de violência sexual contra vítimas que, por diferentes razões (incluindo a incapacidade de oferecer resistência induzida por substâncias), são consideradas vulneráveis perante a lei.
O preso agora permanece à disposição da Justiça e o inquérito segue sob segredo para preservar os direitos e a identidade da vítima.
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