A morte de um trabalhador rural interrompeu a rotina de uma fazenda às margens da BR-070, em Cáceres, após ele ser atingido por um raio enquanto exercia suas atividades no local. O idoso, identificado como João de Deus da Silva, tinha 62 anos e não resistiu à descarga elétrica.
O caso foi registrado na tarde de quinta-feira, 16 de janeiro, por volta das 14h46, em uma propriedade localizada no km 670 da BR-070, no município de Cáceres, região oeste de Mato Grosso. A confirmação da morte ocorreu ainda no local, antes da chegada das equipes de perícia.
Conforme informações da Polícia Civil, João de Deus estava no pasto no momento em que foi atingido pela descarga elétrica. Ele montava um cavalo, que também foi alcançado pelo raio. Até o fechamento da ocorrência, não havia informações oficiais sobre o estado do animal.
Uma funcionária da propriedade presenciou a situação logo após o ocorrido e acionou as autoridades. A comunicação imediata permitiu o deslocamento das equipes responsáveis pelos procedimentos legais e técnicos exigidos em casos de morte fora de ambiente hospitalar.
Além da Polícia Civil, foram chamadas equipes da Politec para a realização da perícia no local. O trabalho técnico buscou identificar as circunstâncias da morte e confirmar a causa do óbito, procedimento padrão em ocorrências envolvendo fenômenos naturais.
Atendimento pericial e registro da ocorrência
Após a análise inicial da cena, o corpo foi removido por profissionais do Instituto Médico Legal. A remoção ocorreu somente após a liberação pericial, seguindo o protocolo adotado em situações que exigem esclarecimento técnico da causa da morte.
De acordo com a Polícia Civil, não foram encontrados indícios de crime. Diante disso, o caso foi registrado oficialmente como morte a esclarecer, classificação utilizada quando o óbito decorre de causas naturais ou acidentais, sem a presença de ação criminosa.
A área onde ocorreu o fato é caracterizada por atividade rural intensa, com trabalhadores expostos a condições climáticas variáveis. Em situações como essa, o deslocamento rápido das equipes é essencial para preservar o local e garantir a correta apuração dos fatos.
O registro policial reúne as informações colhidas no local, os relatos iniciais de testemunhas e os dados técnicos levantados pela perícia. Esses elementos passam a integrar o inquérito administrativo, mesmo quando não há suspeita de crime.
Encaminhamentos após a morte
Com a conclusão dos procedimentos periciais e a remoção do corpo, o caso segue para os trâmites legais habituais. O laudo do Instituto Médico Legal deve confirmar oficialmente a causa da morte, encerrando a apuração.
A Polícia Civil informou que, não havendo novos elementos, não há previsão de abertura de investigação criminal. A ocorrência permanece registrada apenas para fins administrativos e estatísticos.
O atendimento foi finalizado ainda na tarde de quinta-feira, e a família da vítima foi orientada sobre os procedimentos legais posteriores. As informações foram repassadas conforme dados da Polícia Civil e dos órgãos técnicos acionados.
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